O PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil surpreendeu todos os analistas nesse trimestre. Depois de um recuo de 0,1% no trimestre anterior, nesse, registrou uma alta de 0,4% em relação direta.
Os números podem parecer pequenos, mas só parecem. A diferença entre os 1º e 2º trimestres passa de 67bilhões de reais. Esse é o valor a mais que esta circulando na economia, grosso modo.
A temperatura da insegurança do mercado parece ter esfriado após esses meses iniciais do governo e, com as mudanças já propostas pelo Ministério da Economia juntamente às reformas que estão prestes a serem aprovadas, a segurança parece ter retornado aos investimentos.
Muitos analistas já esperam um salto ainda maior no terceiro trimestre, que ainda não foi divulgado, mas alguns já falam em um salto de 0,6% em relação a segundo trimestre.
É uma excelente notícia para o país como um todo, isso explica o crescimento das carteiras de trabalho assinadas e, muito provavelmente, essa tendência de aumento seguirá até o próximo ano.
Com a redução da taxa SELIC feita pelo Banco Central e com sinais de que os cortes irão continuar, o fomento pelo crédito mais barato tende a crescer e aumentar os investimentos dos produtores, demandando assim mais mão de obra, ainda em 2020.
Sair do “fundo do poço” não tem sido fácil. O trabalho do Banco Central junto ao aumento do consumo das famílias, impulsionado pelos valores do FGTS, estão surtindo seus efeitos no médio prazo.
Esse ritmo moderado de crescimento demonstra ainda uma preocupação dos empresários com a aprovação definitiva de reformas essenciais ao país, como as tributária e previdência, que vêm sendo adiadas pelo congresso.
Outro ponto que ainda mostra a cautela dos empresários é o cenário externo, pois uma possível guerra comercial entre China e Estados Unidos pode embaraçar a economia mundial, o que geralmente resulta em recessão.
No entanto, os números no Brasil estão fazendo bonito nesse apagar das luzes de 2019 e com outras luzes já sendo acesas para 2020. A economia merece um respiro longo, um alívio ao consumo doméstico e motivação aos que desejam empreender.
Um país rico é um país que produz.
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