Este site utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência, de acordo com as nossas Políticas de Privacidade e ao continuar navegando, você concorda com estas condições.

 Tirzepatida para crianças e adolescentes: quando é indicada? - Portal Cordero Virtual

Tirzepatida para crianças e adolescentes: quando é indicada?

A Anvisa autorizou a nova opção terapêutica, a partir dos 10 anos de idade, para casos de diabetes tipo 2. Maior hospital pediátrico do país esclarece principais dúvidas

30/04/2026 08:05:02
Tirzepatida para crianças e adolescentes: quando é indicada?
Tirzepatida para crianças e adolescentes: quando é indicada?
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atualizou a indicação da tirzepatida para o tratamento do diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos. O medicamento, já utilizado em adultos, passa agora a ampliar suas possibilidades terapêuticas em pacientes jovens com controle glicêmico inadequado. Por isso, o Hospital Pequeno Príncipe, que é o maior e mais completo hospital pediátrico do país, esclarece as principais dúvidas sobre o assunto.

Essa atualização ocorre em um cenário de crescimento do diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes, fortemente associado ao aumento da obesidade infantil e ao sedentarismo. Segundo um estudo publicado em 2019 na revista Pediatric Diabetes, estima-se que cerca de 213 mil adolescentes vivem com a condição no Brasil, enquanto quase 1,5 milhão apresentam pré-diabetes.

A aprovação da tirzepatida em faixa etária pediátrica foi baseada em estudos clínicos de fase 3, como o SURPASS-PEDS, que avaliou 99 crianças e adolescentes. Os principais resultados incluíram a redução média na hemoglobina glicada, peso corporal e melhora significativa do controle metabólico global.

O que é a tirzepatida e como ela atua?

A tirzepatida é um medicamento injetável indicado para o tratamento do diabetes tipo 2, que atua como agonista duplo dos receptores GIP e GLP-1. Isso significa que ela imita a ação de hormônios intestinais envolvidos no controle da glicose, promovendo:

- melhora do controle glicêmico;
- redução da resistência à insulina;
- diminuição do apetite;
- auxílio na perda de peso.

A tirzepatida é indicada para todas as crianças e adolescentes?

Apesar da recente aprovação para o tratamento do diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes, a tirzepatida não é considerada a primeira opção de tratamento, segundo a endocrinologista pediátrica Gabriela Kramer, do Hospital Pequeno Príncipe.

“O medicamento pode ser uma opção terapêutica em casos de crianças e adolescentes com diabetes tipo 2 que não apresentam resposta adequada às terapias tradicionais, especialmente quando há associação com obesidade infantil e índice de massa corporal (IMC) elevado para idade e sexo”, explica a especialista. 

A médica reforça que o tratamento do diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes deve ser sempre multiprofissional, envolvendo endocrinologista pediátrico, nutricionista, educador físico e psicólogo. Além disso, o acompanhamento é contínuo e de longo prazo. 

Quais são os efeitos colaterais da tirzepatida em crianças e adolescentes?

O uso da tirzepatida exige acompanhamento médico rigoroso, já que o medicamento pode causar efeitos adversos, especialmente no trato gastrointestinal e no metabolismo. Entre os principais estão:

- náuseas e vômitos;
- diarreia ou constipação;
- redução importante do apetite;
- alterações gastrointestinais.

Nesse sentido, em pacientes pediátricos, o cuidado com a alimentação se torna ainda mais importante. “Com a redução do apetite, se não houver alimentação adequada, pode vir perda de nutrientes importantes. Por isso, é fundamental monitorar massa magra, saúde óssea e crescimento. Afinal, a perda de peso rápida e não supervisionada pode estar associada a complicações mais graves, como pancreatite aguda, colecistite e falência hepática.

Em quais casos não se pode tomar tirzepatida?

A tirzepatida é contraindicada para pessoas com histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular de tireoide (CMT) ou com diagnóstico de neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (NEM 2). 

Além disso, o medicamento não deve ser utilizado por pacientes com diabetes tipo 1, gestantes ou lactantes, nem por pessoas com hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula.

O uso em crianças e adolescentes deve seguir rigorosamente as indicações aprovadas e sempre com acompanhamento médico especializado. 

Qual é o impacto da tirzepatida em longo prazo para crianças e adolescentes?

Por tratar-se de uma terapia relativamente recente em população pediátrica, ainda não há dados conclusivos sobre o uso por tempo prolongado, impactos hormonais e necessidade de manutenção.

Entretanto, diabetes tipo 2 e obesidade são doenças crônicas, o que exige acompanhamento contínuo e tratamento prolongado, mesmo com melhora clínica. 

Perguntas frequentes

Tirzepatida pode ser usada em todas as crianças com diabetes tipo 2?
Não. É indicada apenas em casos selecionados, geralmente após falha de tratamentos iniciais.

O medicamento substitui dieta e exercício?
Não. Ele é complementar ao estilo de vida saudável.

Pode ser usado por toda a vida?
Ainda não há evidência definitiva em pediatria sobre uso vitalício.

Está disponível na rede pública?
Não está incluído em programas públicos de distribuição ampla. O acesso ocorre na rede privada.

Sobre o Pequeno Príncipe

Com sede em Curitiba (PR), o Hospital Pequeno Príncipe é o maior e mais completo hospital pediátrico do Brasil. Há mais de cem anos, a instituição filantrópica e sem fins lucrativos oferece assistência hospitalar humanizada e de alta qualidade a crianças e adolescentes de todo o país. Referência nacional em tratamentos de média e alta complexidade, realiza transplantes de rim, fígado, coração, ossos e medula óssea, além de atuar em 47 especialidades e áreas de assistência em pediatria, com equipes multiprofissionais.

Com 369 leitos, sendo 76 de UTI, o Hospital promove 76% dos atendimentos via Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2025, realizou 258 mil atendimentos ambulatoriais, 20 mil procedimentos cirúrgicos e 308 transplantes. Reconhecido como hospital de ensino desde a década de 1970, já formou mais de dois mil especialistas em diferentes áreas da pediatria.

Junto com a Faculdades Pequeno Príncipe e com o Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, compõe o Complexo Pequeno Príncipe. Essa atuação em assistência, ensino e pesquisa — conforme o conceito Children’s Hospital, adotado por grandes centros pediátricos do mundo — tem transformado milhares de vidas anualmente, garantindo-lhe reconhecimento internacional.

Ano passado, o Pequeno Príncipe foi listado como um dos 70 melhores hospitais do mundo que atuam com pediatria (ou que atendem crianças) no ranking elaborado pela revista norte-americana Newsweek, o que o colocou, pelo quinto ano consecutivo, como o melhor hospital exclusivamente pediátrico da América Latina. Também em 2025, foi reconhecido como Hospital de Excelência pelo Ministério da Saúde por meio de certificação concedida a instituições que cumprem critérios técnicos rigorosos na assistência.

Desde 2019, o Pequeno Príncipe é participante do Pacto Global e contribui para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), iniciativa proposta pela Organização das Nações Unidas.
Tirzepatida para crianças e adolescentes: quando é indicada?
Tirzepatida x outros tratamentos para diabetes tipo 2: o que muda?
Tirzepatida x outros tratamentos para diabetes tipo 2: o que muda?
Tirzepatida x outros tratamentos para diabetes tipo 2: o que muda?

Fonte: Comunicação Hospital Pequeno Príncipe

Mundo Digital

Sua empresa está investindo na rede social certa?
LEIA MAIS
Por que qualificar leads antes do atendimento pode transformar os resultados da sua empresa
LEIA MAIS
Você entregaria um ativo importante da sua empresa para alguém sem experiência?
LEIA MAIS
Não queira vender para todo mundo. Isso pode estar afastando os melhores clientes da sua empresa
LEIA MAIS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS


2001-2026 - Portal Cordero Virtual