Este site utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência, de acordo com as nossas Políticas de Privacidade e ao continuar navegando, você concorda com estas condições.

 Golpista do Tinder: como identificar um estelionatário ou abusador emocional - Portal Cordero Virtual

Golpista do Tinder: como identificar um estelionatário ou abusador emocional

Mais perto da vida real do que você imagina, os crimes contra as mulheres estão cada vez mais presentes; especialistas esclarecem as principais dúvidas sobre o assunto

20/09/2023 03:33:02
Golpista do Tinder: como identificar um estelionatário ou abusador emocional
Golpista do Tinder: como identificar um estelionatário ou abusador emocional
Recentemente o documentário “Golpista do Tinder” chamou atenção ao mostrar golpes utilizando o aplicativo Tinder, em que além de realizar o abuso emocional das mulheres, também foi acusado de roubar mais de 10 milhões de dólares. Mas, não é apenas nas redes sociais que acontece esse tipo de crime. Para se ter uma ideia, uma em cada cinco mulheres já foi vítima de golpes ou ameaças virtuais e que o maior medo de 75% das entrevistadas é o de ter suas informações pessoais vazadas na Internet, segundo pesquisa realizada pelo dfndr lab, laboratório especializado em segurança digital da PSafe. 

De acordo com a psicóloga e especialista em Psicologia Clínica pela PUC de SP, Vanessa Gebrim, geralmente esses golpistas são pessoas que têm o perfil manipulador com a necessidade de colher o máximo de informações para cometer o crime.  “Eles têm no seu repertório emocional a arte de estabelecer relações com o dó, a caridade, a piedade ou, no outro sentido, pela ganância. Ou seja, ou é o coitadinho ou é o esperto. Mas o ponto em comum desses tipos sentimentais é que ele sensibiliza a vítima para obter vantagem”, alerta a especialista. 

Ainda de acordo com ela, suspeitar sobre solicitações de valores financeiros, pagamentos de contas ou transferências é fundamental para não entrar  nos golpes. “É muito comum no golpe de romance a pessoa pedir dinheiro para o pagamento de viagens, de forma que encontros virtuais possam se encontrar pessoalmente. Para não cair nesses golpes o ideal é não ficar passando informações pessoais que jamais devem ser passadas em situações desse tipo, a não ser que você tenha confiança extrema no indivíduo que está pedindo ou no serviço utilizado”, complementa Vanessa. 

Mayra Cardozo, especialista em Direitos Humanos, Penal e stalking também alerta que abusador geralmente “mora longe” deixando para vítima o sonho de que “um dia se encontraram”, mas mantendo um distanciamento presencial para que se permaneça a idealização. “Os golpistas enchem a vítima de amor, até que elas estejam apaixonadas, para começar a executar as manobras financeiras. Muitas vezes sugerem uma viagem em casal, solicitando o cartão da vítima. Ou pedindo uma ajuda financeira para isso ou para aquilo. Vamos dizer que os golpistas “mais aperfeiçoados” eles não vão deixar a vítima saber que eles passam por uma dificuldade financeira, geralmente eles passam a imagem de ricos e milionários, mas que o cartão não passou por algum motivo específico”, explica. 

Ela ainda revela que sempre eles vão ter desculpas elaboradas para fazer um jogo de manipulação com a vítima até que ela ceda, em casos de resistências maiores eles ameaçam “terminar” o “relacionamento virtual” porque estão “chateados” porque a vítima “não confia neles”.”Até que um dia, depois de conseguir o que querem, bloqueiam a vítima e desaparecem gerando tristeza, angústia e traumas emocionais e patrimoniais”, conta. 

Abaixo, as especialistas esclarecem as principais dúvidas sobre o assunto. Confira: 

1 - É possível identificar um golpista? Há um padrão?


Mayra Cardozo conta que existe um padrão desses criminosos, eles geralmente sabem disso e exploram emocionalmente essa necessidade. “Geralmente esses golpistas aparecem como o “príncipe encantado”, eles são perfeitos, bem educados e amorosos, querem um compromisso e falam que é a primeira vez deles no aplicativo, deixam bem claro que querem construir uma família. Eles são constantes, mandam mensagens todo dia e toda hora, mandam flores, resumindo eles fazem um “love bombing” até que a vítima tenha certeza que encontrou o que a sociedade sempre introjetou em sua mente o que estava “faltando”, complementa. 

2 - Como evitar cair em golpes? 

Aquela frase “quando a esmola é grande o santo desconfia” é real, desconfie quando a situação parece muito boa para ser verdade, outra situação é ter muito cuidado com o pagamento que vai fazer é checar as informações da conta que receberá aquele valor. “Se um conhecido te manda mensagem e diz que está precisando de dinheiro naquele momento, por mais que você confie na pessoa e queira ajudar, investigue se aquele contato é verdadeiro. Ligue para o número, tente uma chamada de vídeo ou faça perguntas para saber se a pessoa conseguirá te responder. Isso também ajuda. Um estelionatário geralmente pede informações desnecessárias. Desconfie de contatos que peçam informações demais sobre você. No caso de mensagens e e-mails, fique atento ao remetente e confira se quem enviou é de confiança”, revela Vanessa Gebrim. 

Mayra Cardozo, especialista em Direitos Humanos, Penal e stalking também enfatiza que é fundamental fazer uma verificação do perfil é sempre importante, buscar amigos em comum. Jogar as fotos da pessoa no Google, pesquisar a vítima. Ficar alerta também com o “love bombing” verificar se as coisas não estão “muito intensas” ou indo rápido demais.  “Nunca passar dados de cartões de crédito e evitar fazer transferências, sempre que o assunto dinheiro surgir fique atenta. Faça perguntas sobre a vida dele, e verifique se existe coerência em suas narrativas.  Mas o mais importante talvez se relacione com pessoas que possuem alguém que possa te dar uma referência, opte por relacionamentos virtuais em que exista “amigos em comum”, explica. 

3 -  Existem sinais para identificar um estelionatário emociona? 

Segundo Vanessa, os bandidos escolhem uma pessoa em um site de relacionamento e engatam um romance virtual com a vítima que, após estar emocionalmente envolvida, envia presentes e quantias em dinheiro. “Há também golpes de estelionato em que o criminoso se passa por estrangeiro e diz que está enviando um presente. Um tempo depois, outro golpista se passa por funcionário dos Correios e afirma que o presente ficou preso na alfândega, sendo necessário pagar uma alta quantia para a liberação. Como evitar: sempre tente encontrar a pessoa pessoalmente em local público para confirmar que ela é quem diz. Nunca transfira dinheiro para namorados virtuais”, salienta. 

4 - Quais são outros golpes que podem acontecer em aplicativos de relacionamento? 

De acordo com Mayra, um crime que devemos ficar atentos é a extorsão mediante sequestro. “Isso acontece quando o sequestrador está flertando com a vítima e combina de encontrá-la e sequestrá-la e realiza a extorsão mediante pagamento de resgate ou mediante sacar o dinheiro da conta da pessoa. Outro crime que pode também acontecer é o  estupro, quando há encontros presenciais e até o feminicidio”, alerta a advogada. 

Outra questão que pode acontecer na internet é a perseguição tanto física como virtual a fim de amedrontá-la. “A partir dos sites de relacionamento ou de qualquer outro meio online você pode fornecer informações para os criminosos para que eles  possam realizar inúmeros tipos penais. Não são só esses, o leque é muito maior, mas temos que tomar cuidado”, finaliza Mayra Cardozo, especialista em Direitos Humanos, Penal e stalking. 

Sobre Mayra Cardozo

Advogada especialista em Direitos Humanos pela Universidade Pablo de Olavide (UPO) – Sevilha. A professora de Direitos Humanos da pós-graduação do Uniceub - DF, é palestrista, mentora de Feminismo e Inclusão e Coach de Empoderamento Feminino. Membro permanente do Conselho Nacional de Direitos Humanos da OAB e do Comitê Nacional de Combate à Tortura do Ministério da Mulher e dos Direitos Humanos.

Sobre Vanessa Gebrim 

Vanessa Gebrim é Pós-Graduada e especialista em Psicologia pela PUC-SP. Teve em seu desenvolvimento profissional a experiência na psicologia hospitalar e terapia de apoio na área de oncologia infantil na Casa Hope e é autora de monografias que orientam psicólogos em diversos hospitais de São Paulo, sobre tratamento de pacientes com câncer (mulheres mastectomizadas e oncologia infantil). É precursora em Alphaville dos tratamentos em trauma emocional, EMDR, Brainspotting, Play Of Life, Barras de Access, HQI, que são ferramentas modernas que otimizam o tempo de terapia e provocam mudanças no âmbito cerebral. Atua também como Consteladora Familiar, com abordagem sistêmica que promove o equilíbrio e melhora relações interpessoais. Tem amplo conhecimento clínico, humanista, positivista e sistêmico e trabalha para provocar mudanças profundas que contribuam para a evolução e o equilíbrio das pessoas. Mais de 20 anos de atendimento a crianças, adolescentes, adultos, casais e idosos, trata transtornos alimentares, depressão, bullying, síndrome do pânico, TOC, ansiedade, transtorno de estresse pós traumático, orientação de pais, distúrbios de aprendizagem, avaliação psicológica, conflitos familiares, luto, entre outros.

Fonte: Comunica PR

Mundo Digital

Gestão de tráfego personalizada: por que copiar estratégias pode fazer sua empresa perder dinheiro
LEIA MAIS
Por que a sua excelência clínica precisa ser acompanhada por uma presença digital estratégica?
LEIA MAIS
Só consigo clientes quando posto nas redes sociais
LEIA MAIS
Meu concorrente parece muito maior que eu
LEIA MAIS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS


2001-2026 - Portal Cordero Virtual