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 Dia Internacional das Mulheres: como equilibrar a vida diante de tantos excessos? - Portal Cordero Virtual

Dia Internacional das Mulheres: como equilibrar a vida diante de tantos excessos?

Por Eliana Ferrarez - psicóloga

04/03/2022 09:17:45
 Dia Internacional das Mulheres: como equilibrar a vida diante de tantos excessos?
Eliana Ferrarez - psicóloga
 Dia Internacional das Mulheres: como equilibrar a vida diante de tantos excessos?
Eliana Ferrarez - psicóloga
A lista de afazeres das mulheres, sejam eles domésticos ou profissionais, parece não ter fim. A rotina pesada e cansativa inclui o planejamento do dia-a-dia dos filhos, da casa, a tomada de decisões consideradas simples, mas que demandam tempo, como fazer compras, cuidar das crianças, dar atenção aos pais, ser esposa, amiga e boa profissional. E fica a pergunta diante dessa lista interminável: em qual lugar da fila fica o cuidar de si mesma diante de um ciclo que parece não ter fim?

A rotina de obrigações e afazeres intermináveis afeta diretamente a saúde física e mental das mulheres, além de impactar diretamente sua independência financeira. Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que as mulheres brasileiras trabalham quase o dobro de horas que os homens nos afazeres domésticos e cuidados de parentes. Elas seguem uma rotina diária cansativa e de muito trabalho e não são remuneradas por este tempo que dispensa com os cuidados domésticos.

A situação piorou ainda mais na pandemia. Segundo uma pesquisa do Instituto FSB, divulgada em novembro de 2021, 62% das brasileiras afirmam que a saúde emocional piorou ou piorou muito durante a pandemia. Entre os homens, o índice dos que disseram estar mais abalados com a experiência é de 43%.

Precisamos entender que esse ciclo é histórico das mulheres. A maior parte é criada e cresce em meio a crenças que determinam que a mulher considerada bem vista pela sociedade precisa dar conta de tudo e equilibrar de forma perfeita todos esses excessos e afazeres tidos como obrigações.

O pior acontece quando ela entende que não consegue cumprir essa interminável lista. É nesse momento que a mulher acaba se julgando de forma severa como uma pessoa má, indigna e não merecedora, gerando então um sentimento de culpa, torturas e autopunição.

Este cenário é suficiente para manter muitas mulheres paralisadas quando são forçadas a escolherem entre as regras impostas pela sociedade e o desejo interno genuíno, o que afeta diretamente o senso de valor pessoal.

Vivenciar essa força tarefa invisível, nos bastidores de seu próprio lar, beneficiando uma cultura capitalista que explora e abusa da disposição feminina, adoece aquela que ainda representa a maior força emocional dentro das famílias e lares pelo mundo afora.

Este pode e precisa ser um tema de diálogo e discussão nas escolas e na sociedade, onde a distribuição das tarefas domésticas pode ser um ponto de partida. É necessário e urgente que haja uma redistribuição a todos os integrantes da família, inserindo inclusive os filhos, como colaboradores dos afazeres domésticos.

Esta é, sem dúvida, uma alternativa mais justa para preservar a saúde física e mental das mulheres e um grande presente para ter início por tempo vitalício neste Dia Internacional das Mulheres.

Fonte: Dínamus

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