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 Limeira: Monumento histórico da cidade, 'Gruta da Paz' ganhará placa de identificação - Portal Cordero Virtual

Limeira: Monumento histórico da cidade, 'Gruta da Paz' ganhará placa de identificação

No decorrer da obra, o projeto original sofreu sucessivas alterações, a pedido do ex-prefeito

18/04/2015 11:14:37
A inauguração da 'Feira de Artes', em 25 de abril, será marcada por um evento muito especial. A Prefeitura de Limeira fará o descerramento de uma placa nomeando oficialmente a gruta da Praça Toledo Barros como 'Gruta da Paz'. A gruta recebeu o nome em 2004, pela Lei Nº 3.749, de autoria do vereador Farid Zaine, que na época também previa a realização de um concurso para escolher um poema sobre a paz, que deveria acompanhar a placa. Esse concurso teve como vencedor o advogado e escritor Paulo César Cavazin, que após 11 anos, verá seu poema imortalizado na placa da gruta.

“Acho a iniciativa de concretizar esse projeto muito louvável, pois a gruta é um monumento à paz, localizado bem no coração de Limeira”, afirmou Cavazin. A relação do advogado com o espaço vem de seus antepassados, o avô Angelo Perillo, que pintou as imagens religiosas da Igreja da Boa Morte, administrou uma lanchonete que durante muitos anos funcionou dentro da gruta. 

De 1993 a 2004, Cavazin dedicou-se à produção de uma trilogia criada a partir da história de Limeira e da gruta. Intitulado 'Shelmo & Proper – Um livro', a obra tem 1.200 páginas e descreve os símbolos presentes na estrutura. “A gruta faz referências à unificação de todos os povos pelo simbolismo”, esclarece. 

Tanto no interior, quanto na parte externa, a gruta é repleta de referências religiosas. Cavazin observa que a construção mantém traços de castelos medievais, com portas de estilo gótico, mas também traz semelhanças com a 'Gruta da Natividade', onde nasceu Jesus Cristo. De sua base até o topo, tem 33 degraus, o que seria uma referência a idade de Jesus quando crucificado.

Ao redor do monumento, há 12 componentes, entre portas e janelas, que fazem alusão aos 12 apóstolos e aos 12 signos do zodíaco. Cavazin destaca que as características de 'templo' se fazem presentes na edificação, como a abside (grande salão sob a cúpula) e a nave principal (ou basílica) que está dividida em conformação de cruz. “Esse formato está relacionado a um símbolo, denominado de 'Mercúrio dos Filósofos' ou 'Pedra Filosofal' que indica, para o adepto da Alquimia, que aquele monumento é um 'livro de pedra' ou um 'livro de imagens sem palavras' - comentou.

No alto da cúpula há uma mandala e no centro uma pequena pedra circular, na qual são apoiadas todas as outras pedras. “Trata-se do que os antigos construtores templários chamavam de 'Clef de Voût', ou seja, a 'Pedra Chave' que pode ser interpretada como a personificação de Jesus, já que ela é a sustentação de todas as outras”.

A gruta, conforme Cavazin, começou a ser construída em 1919 por iniciativa do ex-prefeito Alberto Ferreira, que na verdade, encomendou ao artista italiano Octávio Monti um coreto. Para compor a sua estrutura, foram trazidos quatro tipos de pedras da fazenda Caieira. “Essas pedras representam as quatro raças humanas e foram conservadas em seu estado bruto, para manter a essência do homem”, frisou.

No decorrer da obra, o projeto original sofreu sucessivas alterações, a pedido do ex-prefeito. O arquiteto, por sua vez, começou a ficar descontente com as interferências em seu trabalho e acabou abandonando a obra. Após a sua conclusão, Cavazin revela que a gruta sofreu sucessivas modificações, até chegar ao formato que conhecemos hoje. “Esse monumento é um 'prato cheio' para os estudiosos do simbolismo, é um verdadeiro 'livro de pedra' que possuiu, inclusive, potencial turístico”, concluiu.

Segue o poema 'Gruta da Paz', de Paulo César Cavazin:

A impróvida e humana pedra bruta
dispõe, na voz fiel da Arquitetura, 
da matriz primordial, motriz futura,
na edênica expressão de nossa gruta.

Como a limeira aleita a nova fruta,
a Arte molda o mundo à sua feitura.
Do dom da paz o homem não desfruta
e insano, segue cego à sua procura.

Sublime e admirável catedral
que traz, a harmonizar o diferente,
a epifânica essência do Graal,
revele, em seu soneto, a toda a gente,
na chave de ouro, a Paz Filosofal
que nos constrói num templo transcendente!

Foto(s): Michele Pampanin
Fonte: Prefeitura de Limeira

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