Quentinha, com manteiga e salgada no ponto certo: a pipoca é um petisco simples que acompanha diversos momentos bons da vida do brasileiro. Do cinema à festa junina, é sempre possível incluir o milho estourado em uma refeição leve e descontraída.
Antiga e sem origem certa, acredita-se que os primeiros a preparar o prato foram os próprios nativos americanos, visto que o milho já era cultivado no continente há muito tempo.
No México, há vestígios do cultivo do milho há pelo menos 9 mil anos. A partir daí – talvez por um acidente –, os grãos se aproximaram da fogueira e nasceu a pipoca, muito consumida pelos indígenas e popularizada a partir da colonização.
Festas e momentos de celebração
Os povos tradicionais estouravam os grãos para celebrar. Talvez por isso seja tão comum ver a pipoca em espaços e momentos de celebração: nos Estados Unidos, popularizou-se a pipoca em feiras, parques de diversão, circos e estádios.
Já no Brasil, assim como diversos pratos feitos do milho, a pipoca sempre está presente nas festas juninas, fazendo a alegria de crianças e adultos. A tradição evidencia a relação do grão com a ancestralidade e o nosso passado colonial, que atrelou costumes à religião.
Com o tempo, a pipoca foi incorporada a outros espaços festivos e ganhou novas versões: doce, com ervas, amanteigada e até versões gourmet, com chocolate ou leite em pó.
Parte do charme da pipoca está justamente na sua simplicidade e versatilidade. Basta entender
como fazer pipoca em casa, usando poucos ingredientes e uma panela, ou então soltar a criatividade, para preparar um lanche rápido e gostoso.
A pipoca no cinema
Passados os anos, o milho estourado saiu das ruas e se tornou companheiro dos filmes. Assim que surgiram os primeiros cinemas nos Estados Unidos, os ambulantes, que já vendiam o alimento em outros lugares, começaram a ser atraídos pelo público.
Como eram locais “luxuosos” a princípio, os donos dos cinemas não gostavam da ideia, mas rapidamente viram uma oportunidade de fazer bons
negócios a partir da pipoca – uma opção muito lucrativa e que já tinha aceitação.
Após mostrar o seu potencial de elevar os lucros dos cinemas, o petisco se tornou famoso nas bombonieres, que logo expandiram as opções de guloseimas. Além disso, transformou-se também em lucro, visto que as
vendas da bilheteria são divididas com os estúdios.
Popularizada e cada vez mais cheirosa e saborosa, a pipoca passou a ser símbolo de momentos divertidos e de prazer, permeando cada vez mais espaços.