A telemedicina refere-se ao uso de tecnologias para fornecer cuidados de saúde sem a necessidade de deslocamento. Assim, abrange desde consultas e monitoramento remoto até diagnósticos e cirurgias assistidas por robôs.
Nesse sentido, seu crescimento reflete mudanças significativas na forma como os serviços de saúde são prestados. E o fenômeno é global: segundo a Technavio, esse mercado mundial deve crescer em US$ 368,7 bilhões entre 2024 e 2028.
No Brasil, essa tendência é igualmente visível. De acordo com a Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), o número de consultas realizadas a distância atingiu mais de 30 milhões em 2023, um aumento de 172% em relação ao período entre 2020 e 2022.
Regulamentada no Brasil pela Lei 14.510/22 e pela Resolução CFM 2.314/2022, a prática no país ocorre via diferentes modalidades. Por exemplo, a teleconsulta permite consultas a distância, enquanto a teleinterconsulta viabiliza a troca de informações entre especialistas, e o telediagnóstico possibilita a análise remota de exames.
A telecirurgia usa robôs para realizar procedimentos supervisionados, enquanto a televigilância monitora pacientes crônicos, e a teletriagem direciona os atendimentos conforme os sintomas.
Em 2025, a tendência geral é haver um avanço na personalização dos atendimentos e na ampliação do acesso à saúde digital.
Mais especialidades
A diversificação das especialidades atendidas remotamente é um dos destaques. Inicialmente concentrada em consultas primárias, a telemedicina vem se expandindo para áreas como cardiologia, dermatologia e fisioterapia.
Novas tecnologias permitirão exames especializados remotos, facilitando diagnósticos e acompanhamento contínuo de pacientes que enfrentam dificuldades para acessar clínicas e hospitais.
Expansão da área
A inclusão de comunidades rurais e periféricas será outro foco, com investimentos em infraestrutura e conectividade. O objetivo é ampliar o acesso a médicos e especialistas sem necessidade de deslocamento, reduzindo desigualdades na oferta de serviços de saúde.
Inteligência artificial
A inteligência artificial (IA) também desempenha um papel fundamental. Nesse sentido, chatbots e assistentes virtuais já são utilizados para triagem de sintomas e encaminhamentos médicos. Porém a tendência é que sua aplicação se torne ainda mais sofisticada.
Isso porque algoritmos de aprendizado de máquina podem contribuir para diagnósticos mais rápidos e precisos, enquanto ferramentas de monitoramento remoto, aliadas à IA, possibilitam um acompanhamento contínuo do estado de saúde dos pacientes.
Saúde mental
A saúde mental já vinha se fortalecendo na telemedicina. A
terapia online, por exemplo, registrou um aumento de 37% na procura desde o início da pandemia, segundo a American Psychological Association.
Ademais, um estudo publicado no Journal of Anxiety Disorders revelou que 80% dos pacientes que receberam essa forma de tratamento apresentaram melhorias significativas nos sintomas.
Afinal, a realização de sessões em casa facilita a abordagem de questões sensíveis, tornando a terapia mais eficaz. Além disso, a flexibilidade de horários permite a adaptação à rotina, assegurando a continuidade do tratamento.
Contudo, esse setor será ainda mais valorizado em 2025. Desse modo, ferramentas de realidade virtual e realidade aumentada tornarão as sessões mais imersivas, proporcionando experiências personalizadas que auxiliam no enfrentamento de transtornos como ansiedade e depressão.
Ainda, a análise de dados em tempo real permitirá que terapeutas acompanhem a evolução dos pacientes e ajustem abordagens conforme necessário.
Segurança
Por fim, a segurança digital será um aspecto central no desenvolvimento da telemedicina em 2025. Com o crescimento dos atendimentos remotos, plataformas de telessaúde precisarão reforçar seus sistemas de proteção de dados para garantir a privacidade dos pacientes.
O uso de criptografia avançada e autenticação segura será essencial para que esse método continue sendo um meio confiável de atendimento médico.