Um menino de nove anos do estado do Pará esteve no Vera Cruz Hospital, esteve no Vera Cruz Hospital, em
Campinas (SP), onde passou por uma cirurgia de reconstrução de via aérea. No meio do ano passado, ele sofreu um acidente de quadriciclo e precisou de uma traqueostomia para conseguir respirar; acabou acometido por uma estenose laringotraqueal, cicatriz que se forma no local por onde se passa o ar na laringe e, assim, necessitou do procedimento para recuperar a voz e a capacidade respiratória natural, via nasal.
“Nos próximos dois meses, ele terá de ficar com um molde na região onde foi reconstruída a cicatriz. Depois, volta para a retirada do molde. Neste meio tempo, ficará uma semana internado para tomar antibióticos e depois de um mês de muita atenção aos movimentos da cabeça”, explica a otorrinolaringologista pediátrica Rebecca Maunsell, responsável pela operação.
Segundo a especialista, ele não terá condições de voltar às atividades físicas nestes primeiros meses pós-operatórios, mas deve seguir com uma vida normal. “Poderá ir à escola, comer sem restrições, conversar, andar, ficar com a família, com amigos... Há apenas essa restrição de mobilidade e agora é apenas recuperar aos pouquinhos. Na avaliação daqui a dois meses, feita com exame sob anestesia para avaliar a cicatrização, pode ser necessária fonoterapia para a voz e também para a deglutição”, adiciona.
Rebecca ainda explica que tal procedimento é frequente, principalmente entre crianças abaixo dos quatro anos de idade. “Neste caso, houve um acidente e, portanto, uma cirurgia de correção, mas há muitos casos congênitos, que são os ‘defeitos’ de nascimento’. Não é comum, mas tem certa constância durante o desenvolvimento dos bebês”, conclui.