Representantes de 17 entidades, a maior parte formada por sindicatos de
Limeira, criaram nesta sexta-feira (3) a Frente Municipal em Defesa dos Direitos Previdenciários, Trabalhistas e Sociais. Com a participação de uma confederação, duas federações, a USTL (União Sindical dos Trabalhadores de Limeira), o FST (Fórum Sindical dos Trabalhadores) e a Atapil (Associação dos Trabalhadores Aposentados de Limeira), o grupo vai realizar manifestações públicas contra as reformas Trabalhista e Previdenciária, pretendidas pelo governo federal.
“Já nos próximos dias, vamos buscar a Tribuna Livre da Câmara Municipal, além de tentar articular uma moção de repúdio contra as reformas, entre os vereadores. O próximo passo será um protesto em frente ao INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) de Limeira”, adiantou o presidente do Stial (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins de Limeira e Região), Artur Bueno Júnior.
A reunião ocorreu na sede do sindicato, e contou com uma exposição do presidente da CNTA (Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins), Artur Bueno de Camargo, sobre o tema. “Não adianta as entidades brigarem somente em Brasília, para pressionar os políticos contra as reformas. É na base eleitoral deles que precisamos deixar clara a nossa insatisfação”, apontou.
O presidente da USTL, Benedito Honório Barbosa, lembrou do processo de combate à corrupção por que passa o país, e discorda que as reformas têm a prioridade estabelecida pelo governo. “Estamos vendo o mar de lama no noticiário. Grande parte dos políticos é culpada pela situação do Brasil, e não o trabalhador”, criticou.
REFORMAS
Artur Bueno de Camargo elencou tópicos da Reforma Trabalhista, como a prevalência do negociado sobre o legislado, que para ele representa risco À CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). “Coloca em risco direitos fundamentais, como as férias. Já a alteração na jornada de trabalho, com ampliação para 12 horas diárias, pode aumentar o número de acidentes e doenças ocupacionais”, analisou.
A Reforma Previdenciária, segundo ele, deve ser “combatida como um todo”. “O projeto é muito ruim, e não dá para remendar. O estabelecimento de uma idade mínima de 65 anos para homens e mulheres, e o tempo mínimo de contribuição de 49 anos para a aposentadoria com proventos integrais, são os pilares cruéis de uma medida que afronta o trabalhador”, enfatizou.
Para sanar o déficit da Previdência, defendeu ele, o governo deveria primeiro cobrar os grandes devedores, “grandes grupos empresariais que não são incomodados”. “Além disso, é preciso melhorar a eficiência do Ministério do Trabalho no combate aos acidentes e doenças ocupacionais, que tanto lesam o INSS”, finalizou.
ENTIDADES QUE FAZEM PARTE DA FRENTE:
Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins de Limeira e Região;
Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Limeira;
Sindicato dos Trabalhadores nas Inds. Cerâmicas, da Const. e Mobiliário de Limeira e Região;
Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Limeira;
Sindicato dos Trabalhadores em Bares, Restaurantes e Similares de Limeira e Região;
Sindicato dos Vigilantes de Limeira;
Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Limeira;
Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Papel, Papelão e Cortiça de Limeira e Região;
Sindicato dos Guardas Civis Municipais de Limeira;
Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas de
Americana e Região;
Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Coletivo de Limeira;
União Sindical dos Trabalhadores de Limeira;
Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins;
Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Papel, Papelão e Cortiça de
São Paulo;
Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo;
Associação dos Trabalhadores Aposentados de Limeira;
Fórum Sindical dos Trabalhadores.