"O voluntário é um agente de transformação social. Ele deixa um pouco de si com cada um que ajuda, como também leva um pouco de cada pessoa", diz Neuda de Souza Martins, coordenadora da Central de Voluntários de
Limeira, ao comentar a mobilização dos limeirenses para a participação na passagem da chama olímpica, no dia 20 de julho.
Após um mês de cadastro, os 250 cidadãos que se inscreveram estarão entre as 650 pessoas que farão parte da equipe de voluntários do percurso de revezamento da chama olímpica em Limeira em julho. Segundo Neuda, Limeira tem uma grande disponibilidade em trabalho voluntário. "No primeiro dia, já foram mais de 90 inscritos, o que nos surpreendeu", disse. O grupo já está formado, mas os interessados podem se inscrever no link
www.limeira.sp.gov.br/tochaolimpica para compor a fila de espera. "A expectativa para a passagem é grande e acredito que vai ser um sucesso por todo o apoio e mobilização das pessoas", disse. Os inscritos também estarão cadastrados na Central de Voluntários, podendo ser chamados para outras atividades do município.
A Prefeitura enviará, a partir da próxima segunda-feira, 27 de junho, cartas de agradecimento e de convite para o treinamento dos voluntários, que ocorre no dia 18 de julho, às 18h, no Teatro Vitória, que fica na Praça Toledo de Barros. Junto à carta, também será enviado o mapa do percurso. A presença dos voluntários é essencial para a passagem da chama olímpica, como comenta a presidente do Fundo Social de Solidariedade de Limeira, Deise Hadich. "Trabalhar nessa área envolve todo um espírito de doação e de participação. Nesse caso, também de colaboração em um momento festivo, que pode dar a chance de viver novas experiências e de criar vínculos."
Em família
Sempre envolvidos com o voluntariado, Airton José de Souza, 60, e seu filho Anderson Douglas de Souza, 31, participarão juntos da passagem da tocha. "Nós fomos os primeiros a nos inscrever, porque queríamos muito participar desse evento", disse o pai, que mora há 40 anos na cidade e que também participa da Feira de Artes, todo sábado, na Praça Toledo Barros.
Para Anderson, é preciso valorizar a passagem da chama olímpica. "É um incentivo ao esporte e uma grande oportunidade para a cidade. Só de fazer parte disso, já fico feliz". Para ele, poder participar com o pai é mais um motivo para se alegrar. "Ele me ensinou muita coisa e compartilhar esse momento vai ser único. É uma recordação para o resto da vida."
Pai e filho também fazem um convite ao trabalho voluntário. "É uma atitude que tem que vir de todos", afirmou Airton. E seu filho complementa: "Enquanto temos saúde e sempre que pudermos, temos que ajudar as pessoas que precisam, não só à frente de grandes eventos, mas a qualquer hora".