O Espaço Feira de Artes, que será montado no Parque Cidade durante a Virada Cultural Paulista, receberá programação artística diversificada ao longo do domingo, 22 de maio, passando pelas artes cênicas e pela dança. As atividades começam às 13h, com a exposição dos trabalhos da Feira de Artes, que segue até as 18h. O evento é promovido pelo Governo Estadual de
São Paulo, por meio da APAA (Associação Paulista dos Amigos da Arte), e co-realização da Prefeitura de
Limeira.
Às 13h30, a Apae Cultural apresenta a peça teatral “Entre outras mil, és tu Brasil”. Às 14h é a vez da Cia Pelo de Gato Preto entrar em cena, com o espetáculo Breu. Querida Célie, encenada pelo Espaço Núcleo, dá sequência à programação, às 15h. A primeira apresentação de dança será da Associação Cultural Limeira Cia de Dança, às 16h, com o espetáculo Nartan – Um diálogo com a Índia. A programação do espaço será fechada com “U.R.B.A.N.O.”, do Harmonia Grupo de Dança, que se apresenta às 16h30.
O ator Rodrigo Pelizari, da Cia Pelo de Gato Preto, contou que a peça Breu já tem três anos de “estrada” e foi sucesso de público na Virada Cultural de Limeira em 2015. “Foi um momento enriquecedor, em que tivemos uma plateia heterogênea, bem diferente das nossas apresentações habituais”, disse. A companhia também já levou a montagem para mostras em Limeira, Rio Claro e Araras. Com direção de Rodrigo Zovico, Breu é uma comédia que discute o poder, a vaidade, a política e como as pessoas assumem a cegueira social em vários momentos na vida. A peça também discute as relações entre opressor e oprimido.
Outro destaque é “U.R.B.A.N.O.”, do Harmonia Grupo de Dança. A montagem, que tem criação coletiva, já passou por palcos e praças de Limeira e cidades da região, como Araras e Atibaia. O grupo surgiu em 2014 com uma proposta de popularização da dança e convergência de estilos. O membro Diego Chagas, 23, destacou que a intenção é explorar novos ambientes da dança, passando pelo balé clássico, flamenco, rock e MPB. “Buscamos retratar o cotidiano, e encantar a todos, podendo formar novos públicos”, fala. Para ele, a Virada Cultural será um termômetro para avaliar a montagem. “Nossa expectativa é enriquecer a peça, será uma oportunidade de evoluir enquanto grupo. Não podemos ficar parados”, frisou.