Imagine uma tinta isolante de calor capaz de suportar até 200 graus centígrados, que pode reduzir custos na construção civil e nos setores petroquímicos, naval, aeroespacial e serviços de saúde e educação? Este é um dos produtos inovadores desenvolvidos na Incubadora de Tecnologia, Ciência & Inovação. Atualmente, são oito empresas incubadas.
José Roberto Gomes, um dos três sócios da empresa que desenvolveu o isolante, disse que o produto permite economizar energia elétrica com o isolamento térmico ou ainda reduzir a perda de calor no setor industrial, por isso está em fase de teste numa grande empresa nacional, além de um grupo que tem unidades dentro e fora do Brasil. Para chegar até lá, os três empreendedores tiveram que vencer suas próprias limitações aprendendo a empreender.
“Eu não ia conseguir colocar meu produto no mercado apesar de todo nosso conhecimento técnico e comercial. Foi aqui na Incubadora que aprendi a importância do plano de
negócios, metas, crença financeira, organização e como trabalhar com dinheiro”, disse Gomes.
O produto e sonho desses sócios reúnem as características básicas dos projetos da Incubadora: novidade, tecnologia de ponta e possibilidade de inserção no mercado. “Nosso produto leva nanopartículas de vidro, que eram descartadas em processos industriais”, diz Gomes.
Para ideias inovadoras como essa, a Incubadora oferece suporte gerencial e administrativo, desenvolvimento de perfil empreendedor, infraestrutura, sala coworking, biblioteca, espaço para laboratório, auditório para eventos. “A proposta é de que a empresa possa ter desenvolvimento empresarial de forma saudável, com a possibilidade de desenvolver produtos, serviços e processos com baixo custo”, diz Marcela Hipólito, responsável pela Incubadora.
A Incubadora mantém edital de seleção para empresas com projetos inovadores, tecnológicos, sustentáveis e que possam ser desenvolvidos com baixo custo. Os projetos são avaliados por um conselho técnico, formado por representantes de universidades e outras instituições antes de serem aceitos.
O secretário municipal de Desenvolvimento, Turismo, Inovação, Gino Torrezan, afirma que a Incubadora abre espaço para empresas embrionárias, que podem ficar 'incubadas' durante três anos para atingir a maturidade e, mais tarde, serem transferidas para o Parque Tecnológico, que está sendo implantado em
Limeira.
“Criamos oportunidades para atrair e reter talentos na cidade, sendo que um aluno que vem estudar na Unicamp, por exemplo, pode desenvolver algo e ficar na cidade com sua empresa”, diz Torrezan.
Projeto solidário
Na porta do Box 8 da Incubadora Criativa e Solidária se lê a frase “Ter sucesso é falhar repetidamente, mas sem perder o entusiasmo”, creditada a Winston Churchill, que foi primeiro-ministro do Reino Unido. Lá dentro, Fúlvia Lúcia Margotti e sua sócia Katiuscia Cason juntam forças num projeto de uma cooperativa que vai recolher e reciclar vidros, antes mesmo de pensar em ir para rua, as sócias estão organizando o
negócio para evitar os vícios de outras que até hoje não estão legalizadas.
“O plano de negócio minimiza as possibilidades de fracasso, por isso antes de criar a cooperativa estamos estruturando-a para nascer”, declara Fúlvia.
O processo de estruturação é importante porque muitas cooperativas iniciam atividades sem ao menos tomar conhecimento das legislações (municipal, estadual e federal), que orientam a gestão de resíduos, o que significa não gerar resíduos e tratar efluentes”, diz a empreendedora. As sócias sinalizaram a importância de ter o engajamento das pessoas neste processo, além do poder público, a fim de fomentar práticas sustentáveis para o nosso município.
A proposta da cooperativa inclui o desenvolvimento de coletores adequados, treinamento de cooperados, aplicativos, entre outras iniciativas de gestão.