O prefeito Paulo Hadich esteve nesta segunda-feira, 15 de fevereiro, reunido com o secretário de Logística e Transportes do Estado de
São Paulo, Duarte Nogueira, tratando sobre melhorias nas estradas que cortam
Limeira. Entre os assuntos abordados, estão a instalação de uma passarela na altura do bairro Jaguari, a mudança de dispositivo na duplicação da SP-147, favorecendo empresas, a necessidade de marginais na Via Anhanguera e a inclusão do Anel Viário no contrato de concessão da rodovia Intervias.
A reunião contou com a presença do deputado federal Miguel Lombardi, do secretário municipal de Mobilidade Urbana, Sebastião Pinto de Souza, e do assessor executivo de Desenvolvimento, Turismo e Inovação, Gino Torrezan.
Segundo Hadich, a passarela no km 134,5 da Via Anhanguera (SP-330), na altura do bairro Jaguari, é fundamental para a segurança dos moradores e trabalhadores da região. “É uma região em desenvolvimento com a pavimentação da Tatu/Lopes, criando um novo acesso pela Anhanguera, e a duplicação da Via Jurandyr Paixão. Com a terceira faixa, a travessia de pedestres ficou bastante arriscada”, afirmou.
A região conta ainda com empresas importantes, como a Papirus e a Agropalma, que será inaugurada este ano. “A passarela é um investimento pequeno, mas de impacto significativo”, declarou o prefeito.
Outra questão discutida foi sobre a necessidade de inserir o Anel Viário no contrato de concessão da Intervias, que administra a SP-147. O Anel Viário serve como ligação entre a Limeira/Mogi Mirim e a Limeira/
Piracicaba, recebendo fluxo intenso de veículos. “O Anel Viário é a extensão urbana da SP-147, mas com todos os ônus aos limeirenses e à cidade, que precisa manter a via”, citou Hadich.
O prefeito lembrou ainda da omissão das lideranças políticas de Limeira no passado, que não levaram a implantação das marginais na Via Anhanguera quando foi discutida a concessão da rodovia à AutoBan. “Todas as cidades lineares à Anhanguera previam marginais. Limeira foi a única que ficou fora. Este é um trecho importante de desenvolvimento local, regional e estadual e as marginais precisam ser colocadas no contrato de concessão”, relatou. “Hoje, as empresas querem se instalar, mas não têm acesso”, frisou o deputado Miguel Lombardi.
SP-147
Conforme Hadich, é importante ainda que seja modificado um dos dispositivos previstos na duplicação da SP-147, no trecho entre Limeira e Engenheiro Coelho. No último sábado, na inauguração do Contorno de Mogi Mirim, o governador Geraldo Alckmin anunciou para julho o início das obras na rodovia. “Há um problema de acesso a algumas empresas. Onde está previsto o retorno, pode atrapalhar, inclusive um futuro Distrito Industrial. A mudança do dispositivo para as proximidades da Mahle resolve o problema”, falou. Ele cobrou ainda agilidade para a autorização das obras de acesso à Transportadora Covre e à empresa DVR, no trevo de confluência da SP-147 com a Anhanguera.
O secretário Duarte Nogueira disse que a questão das concessões precisa ser levada às concessionárias, que elaboram um estudo de impacto e propõem um alargamento do prazo de concessão como contrapartida às obras. Todos os requerimentos, agora, serão levados formalmente à Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo). “Vamos conversar na Artesp para que seja feito um planejamento para a implantação das marginais”, afirmou. Também serão feitos estudos para a mudança do dispositivo na SP-147.
Sobre a passarela, Nogueira reconheceu a necessidade da obra. “É o que entendemos ser o mais sensato.”