A Diretoria de Proteção Especial do Ceprosom (Centro de Promoção Social Municipal) realizou nesta terça-feira, 2 de fevereiro, a 4ª Reunião de Rede Intersetorial nos Processos de Acolhimento Institucional e de Acolhimento à Criança e Adolescente. O encontro aconteceu no auditório do Ceprosom e reuniu membros das secretarias de Saúde, Educação, CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), Vara da Infância e Juventude, Defensoria Pública, Conselho Tutelar, Diretoria de Ensino e Entidades de Acolhimento.
A reunião tem por objetivo analisar os casos de alta complexidade que envolvem crianças e adolescentes, quando apresentam vínculos rompidos com familiares ou que possuem os direitos violados. A intenção é fortalecer os vínculos e acompanhar as famílias posteriormente. Os relatos são analisados por todos os representantes, que ao final apresentam sugestões para proporcionar melhorias nos fluxos e efetivação de encaminhamentos dos envolvidos.
De acordo com Paula Bocaiúva Forster, diretora de Proteção Social do Ceprosom, o trabalho desenvolvido pela rede é de fundamental importância, já que todos os casos passam por encaminhamento. “Fazemos os encaminhamentos dos casos e fluxos de crianças e adolescentes em situação de risco e vulnerabilidade social, buscando construir novos procedimentos, olhares e intervenções. Quem ganha com isso é a população”, orientou.
Para a representante do Tribunal de Justiça, a psicóloga, Tâmara Barbosa Soares, a meta da rede é nomear os casos que são discutidos para prevenir a violação de direitos. “Isso permite que possamos conhecer os serviços e encaminhamentos”, definiu.
Os casos que chegam aqui normalmente já passaram pela Defensoria Pública, revelou a psicóloga Ana Carolina Ramos. “Aqui definimos as atuações para posteriormente acompanhar as famílias e as ações que foram desencadeadas” , explicou.
Representante da Casa da Criança, a assistente social, Ana Lucia Massari, destacou que o trabalho desenvolvido pela rede tem por objetivo resgatar os vínculos familiares e proteger os envolvidos, para que os mesmos não necessitem retornar para casas de acolhimento. “Trabalhamos para evitar que as crianças não retornem mais para o acolhimento. Com isso podemos ter a certeza que a família está bem”, afirmou.