O Cedeca (Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente) iniciou nesta sexta-feira, 8 de janeiro, a visita aos centros comunitários para colocar em prática um novo serviço. A ideia é descentralizar as atividades na unidade
Limeira e levá-las aos bairros com a pretensão de atingir adolescentes em situação de vulnerabilidade social, entre 12 e 18 anos incompletos.
Com o projeto "Cedeca Informação: educar para a cidadania", a instituição visa desenvolver um trabalho com 500 jovens, por meio de oficinas culturais com aulas de dança (hip-hop e rimas) e brincadeiras, nas próximas semanas. O trabalho será oferecido aos projetos sociais do Ceprosom (Centro de Promoção Social Municipal), por intermédio do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, da Diretoria de Proteção Social Básica.
As aulas serão ministradas nos centros comunitários do Jardim Glória, Cecap, Bairro Geada, Parque Hipólito, Ernesto Kühl, Odécio Degan, além da quadra do Jardim Santa Eulália e assentamento Elizabeth Teixeira. As mesmas atividades já foram elaboradas em 2015 nas escolas Leontina Silva Busch, no Parque Abílio Pedro e Ceief Arlindo de Salvo, no Jardim Palmeiras.
O projeto que é desenvolvido pelas equipes de Formação em Direitos Humanos e Abordagem de Rua - Crianças e Adolescentes, parte agora para uma ação mais ousada, atingir jovens que frequentam as salas de aula e os que estão fora da escola por algum motivo.
De acordo com Jessica Costa Farias, coordenadora do projeto Formação em Direitos Humanos, a meta é dissipar os trabalhos feitos pelo Cedeca Limeira. “Tem potencial para dar muito certo, por ser um trabalho com um público vulnerável. E os centros comunitários permitem isso”, avaliou.
Vagner Fernandes, coordenador de projetos culturais do Ceprosom, disse que o trabalho vai fortalecer o serviço que já é feito em prol dos adolescentes. “Vamos em busca de adolescentes que não conhecemos. Quem está no serviço saiu fortalecido e quem não está vai sair ganhando”, afirmou o coordenador. Ainda segundo ele, a meta é atingir também as famílias. “As famílias dos novos atendidos também serão monitoradas para saber se elas estão recebendo os benefícios que tem direito”, explicou.
Para o educador Wellington
Santos Pelaes, que trabalha no Centro Comunitário do Jardim Glória, é uma oportunidade que os atendidos nos projetos sociais só tem a ganhar. “Acho que vai viabilizar essa integração com os adolescentes”, disse.
O projeto tem parceria por meio de aporte financeiro com as empresas Dasscher e Terre Des Hommes, de
Campinas.