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 Evento reúne os melhores cafés paulistas para reconhecer a importância histórica e econômica do setor - Portal Cordero Virtual

Evento reúne os melhores cafés paulistas para reconhecer a importância histórica e econômica do setor

A solenidade celebrou os eleitos no 14º Concurso Estadual de Qualidade do Café de São Paulo

19/12/2015 10:37:41
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo quer, cada vez mais, agregar valor e competitividade ao café, um dos produtos agropecuários mais consumidos pelos brasileiros. Para isso, promoveu a 13ª Edição Especial dos Melhores Cafés de São Paulo. O evento contou com as presenças do governador Geraldo Alckmin e do secretário Arnaldo Jardim, no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista, perfumado pelo aroma dos mais finos grãos da produção estadual. 

 A solenidade celebrou os eleitos no 14º Concurso Estadual de Qualidade do Café de São Paulo, que, por meio de 14 concursos estaduais, selecionou os melhores grãos produzidos em território paulista. Para fomentar o setor e valorizar o trabalho dos cafeicultores, os lotes vencedores foram comercializados em leilão com preço mínimo de R$ 849, valor 50% acima da cotação da BM&FBOVESPA no dia 28 de outubro, data de referência para estipular o preço neste ano. 

 Os produtos vencedores foram apresentados ao governador e ao secretário Arnaldo Jardim em embalagens sofisticadas de 250 gramas e identificadas com selo numerado. Esses cafés poderão ser adquiridos pelos consumidores em lojas gourmets ou nos sites das indústrias participantes que trabalham com e-commerce. Com nota de 8,99, o grande campeão foi o café de Paulo Rogério Marchi, do Sítio Santa Rosa, de Serra Negra. 

 Ao lado da filha e da esposa, o cafeicultor comemorava a vitória já pensando na edição de 2016 do concurso, quando quer novamente produzir o melhor café de São Paulo. “Estou muito feliz porque não foi fácil, a disputa foi dura. Esse concurso sem dúvida me incentiva a querer produzir um café melhor. Eu pretendo para o ano que vem melhorar cada vez mais, manter o primeiro lugar, tentar ser bicampeão”, contou o produtor. 

 “Nós em São Paulo não temos hoje a maior quantidade de café, mas tem uma parcela importante na produção nacional, contribuindo para que o Brasil seja o maior produtor e o maior exportador do mundo, muito distante do segundo colocado”, ressaltou Geraldo Alckmin. O governador acredita que “o café tem esse amálgama de quebrar a rotina, aproximar a as pessoas. Quando alguém quer receber bem, acolher bem, ser um bom anfitrião, oferece um café. Essa é a boa marca paulista”. 

 Tradição, história e importância econômica que não podem ser vistas pelo consumidor em geral, mas que movimentam toda uma cadeia produtiva e geram renda para famílias inteiras. “Dentro da xícara de café tem toda uma história de um Estado, tem toda a história de um instituto como o IAC e tem todo o trabalho de um contingente enorme de pessoas”, resumiu Alberto Amorim, secretário executivo das Câmaras Setoriais. 

 O concurso é uma promoção da Câmara Setorial de Café de São Paulo e da Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro) da Secretaria. Conta com a parceria do Sindicato das Indústrias de Café de São Paulo, da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), da Associação Comercial de Santos (ACS) e do Museu do Café. 

 Para o presidente da Câmara Setorial de Café da Secretaria, Eduardo Carvalhaes, o diferencial do concurso paulista é promover 14 etapas estaduais, aumentando assim a exigência para eleger o melhor de todos entre eles. “Nos outros concursos não existe essa etapa regional. Estamos muito felizes com o resultado deste ano, as torrefações compraram todos os cafés colocados em leilão”, comemorou. 

Histórico 

 Como relembrou Arnaldo Jardim, “a história de São Paulo se confunde com a história do café”, fato comprovado em exemplos como o brasão paulista emoldurado por dois ramos da planta. É no porto de Santos que são embarcadas 80% das exportações do produto para o mundo todo, sendo o Brasil o maior produtor mundial do grão. Em 2014 foram 28,72 milhões de sacas, 6,24 vezes a produção paulista. 

 A importância do Estado está ainda em concentrar as fabricantes de insumos e maquinários para a cafeicultura, destacada em exemplos como duas empresas de Santo Antônio do Pinhal que fornecem equipamentos para nada menos do que 150 países no mundo todo. “São Paulo é o grande centro de industrialização, torrefação e exportação de café. Então a cadeia produtiva se estabelece”, pontuou o secretário. 

Uma relevância reconhecida e demonstrada pela Secretaria também em seu Centro de Café “Alcides Carvalho” – Fazenda Santa Elisa, do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, onde é possível encontrar uma coleção de cafés de todo o mundo. Inclusive de países como Etiópia, Congo e Sudão, onde não são mais encontrados porque os territórios sofreram guerras civis, incêndios, destruições. 

 O evento contou ainda com a doação feita pela Secretaria de 850 pacotes de café de 250 gramas ao Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo. O café foi produzido pelo Instituto Biológico (IB) da Pasta em seu cafezal urbano, na Vila Mariana. Diretor do IB, Antonio Batista Filho elogiou a realização do concurso, destacando que “até esse café chegar ao concurso, fez um longo caminho, envolvendo toda uma cadeia produtiva. Atendendo normas sociais, ecológicas, de sustentabilidade, certificações, quer dizer, é um trabalho muito grande até chegar aqui”, finalizou Batista. 

 Ranking Final do 14º Concurso Estadual de Qualidade do Café de São Paulo - Prêmio Aldir Alves Teixeira 

 Colocação    Cidade            Tipo     Nota   Produtor 

 1º         Serra Negra  Natural           8,99     Paulo Rogério Marchi 

 2º         Divinolândia Natural           8,85     Manasses Sampaio Dias 

 3º         Cássia dos Coqueiros        Cereja             8,85    Santa Jucy Agroindustrial 

 4º         Torrinha         Cereja             8,84    Mario Marchionno 

 5º         Serra Negra  Natural           8,82     Marcílio Marchi 

 6º         Espírito Santo do Pinhal   Cereja             8,8       Antonio Ragazzo 

 7º         Pedregulho  M Lote              8,76    Rafael Giolo 

 8º         Monte Alegre do Sul           Cereja             8,7       Tuffi Bichara 

 9º         Divinolândia Natural           8,66     Ana Paula Penna 

 10º       Caconde        M Lote             8,62    Moacir Donizette Rossetto 

Fonte: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

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