“Uma agenda positiva para o Brasil – Aprendendo com práticas internacionais” foi o tema do Ciclo de Palestras realizado pela Fiesp/Ciesp (Federação das Indústrias do Estado de
São Paulo) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), na semana passada, na sede da Fiesp, em São Paulo. O evento contou com o apoio do Tribunal de Contas da União.
Limeira foi representada pelo assessor executivo da secretaria de Desenvolvimento, Turismo e Inovação, Gino Torrezan, e pelo gestor de relações internacionais, André Bonini.
“Nós buscamos boas práticas inovadoras que governos internacionais vêm implementando em termos de governança pública e políticas de atratividade para investimentos estrangeiros”, destacou Bonini. Angel Gurría, secretário-geral da OCDE e Paulo Skaf, presidente da Fiesp, focaram os discursos no diagnóstico econômico atual e nas perspectivas do cenário de 2016.
Gurría destacou os dados sobre a competitividade global. Segundo ele, enquanto que na última década a China dobrou a sua produtividade no trabalho, a Colômbia e África do Sul aumentaram 33% e o Brasil ampliou apenas 12%. Skaf reforçou que a questão tributária é a grande barreira que emperra os investimentos produtivos e que a redução do crédito, o aumento da inadimplência e a crise na questão política formam um conjunto de incertezas que geram a redução do consumo e consequentemente retração da produção industrial e o aumento do desemprego.
Para encerrar o evento, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, explicou sobre a necessidade dos ajustes fiscais e a priorização em determinados programas do Governo Federal. Para o ministro, as expectativas para 2016 dependerão das mudanças regulatórias e do orçamento público da União, para então o Brasil voltar a atrair investimentos.