Atualizar os jornalistas sobre os números da dengue e divulgar as ações da estratégia municipal de prevenção e controle da doença foram os objetivos da 'Oficina de Comunicação da Dengue', realizada nesta sexta-feira, 6 de novembro, pela Prefeitura de
Limeira, na sede da Secretaria de Educação.
Durante o evento, a médica Maria Beatriz Bonin Caraccio, que coordena os Serviços de Controle de Infecção da Santa Casa de Limeira e da Unimed Limeira, afirmou que outros dois tipos de vírus da dengue começaram a circular em todo o Estado, o que pode contribuir para o aparecimento de casos mais graves da doença.
De acordo com a médica, no ano dengue 2014/2015, o vírus predominante em todo o país foi o tipo 1. No entanto, recentemente foram isolados os vírus tipos 2 e 4 na região de Limeira. “No caso de uma infecção subsequente com um vírus diferente, o paciente tem mais chance de ter os sintomas agravados”, disse. Ela afirmou, ainda, que a hidratação é uma medida importante que deve ser adotada logo no início do aparecimento dos sintomas. “O processo inflamatório da doença leva à perda de líquido do organismo”.
A médica alertou que o mosquito da dengue está mais adaptado ao meio ambiente, e que os invernos menos rigorosos não interrompem mais o ciclo de reprodução do Aedes aegypti. “O mosquito está tentando sobreviver, por esse motivo, não devemos permitir a formação de criadouros. Se não há mosquito, não há dengue”, ressaltou.
As estratégias do município no controle da dengue e o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Comitê de Prevenção e Controle de Dengue de Limeira, foram detalhados pelo diretor da Vigilância Sanitária, Alexandre Ferrari. Ele citou o estabelecimento do protocolo único de assistência aos pacientes com suspeita de dengue, elaborado em parceria com unidades de saúde e hospitais da rede pública e privada; a criação do cartão dengue e a capacitação de agentes de controle de vetores por pesquisadores da Fiocruz.
“O município está participando, como os demais municípios da região, da construção de um plano regional de controle da dengue. Essa doença atingiu intensamente todo o país, especialmente o estado de
São Paulo, o que justifica uma visão cada vez mais regionalizada da questão”, frisou.
A coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses, Pedrina Aparecida Rodrigues Costa, discorreu sobre as ações de prevenção contra a dengue, que incluem o trabalho 'casa a casa' e as ações de bloqueio, que incluem a nebulização e eliminação de criadouros em áreas com casos suspeitos ou confirmados de dengue. “Este ano, o lema da nossa campanha é “Faça sua Parte”, pois todos os munícipes devem reservar pelo menos dez minutos por semana para fazer o controle da dengue e eliminação de criadouros.”
Pedrina também esclareceu que o mosquito da dengue apresenta hábitos urbanos e que encontra as condições ideais de proliferação, como água, alimento e abrigo, dentro das residências. “Os ovos do mosquito podem sobreviver em local seco por até um ano, até que a água da chuva permita a eclosão das larvas.”
A Oficina para jornalistas também contou com a presença da coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Amélia Maria P. da Silva, e da representante da Secretaria de Educação, Elci Elvira Peixoto dos
Santos.