Limeira ocupa a quarta colocação entre as cidades do interior paulista com maior potencial de consumo. Divulgado nesta semana, o ranking integra o IPC Maps Interior, e coloca o município à frente de outras cidades da região, como
Americana,
Campinas,
Piracicaba e Rio Claro.
De acordo com a pesquisa, Limeira registrou variação positiva de R$ 1,07 bilhão entre 2010 e 2015. Entre os 10 melhores do interior paulista, o município fica atrás apenas de
Indaiatuba (R$ 1,9 bilhão), Araraquara (R$ 1,44 bilhão) e Praia Grande (R$ 1,4 bilhão) e à frente de cidades de maior porte, como São José do Rio Preto (sexta do ranking, com R$ 761,6 milhões) e Sorocaba (sétima, com R$ 725 milhões).
Na região, Americana ficou em 18º no ranking, com variação de R$ 289 milhões. Piracicaba vem em seguida, na posição 155, com variação positiva de R$ 43,6 milhões. O ranking com 606 municípios do interior de
São Paulo traz ainda Rio Claro na 600ª colocação, com recuo de R$ 471 milhões no potencial de consumo, e Campinas na última posição, com variação negativa de R$ 5,9 bilhões.
Pelos números do estudo, Limeira passou de uma participação de 0,57% para 0,72% no consumo dos municípios do interior de São Paulo. Na contramão da região metropolitana de São Paulo, que registrou recuo de R$ 93,4 bilhões no potencial de consumo entre 2010 e 2015, o interior paulista teve crescimento de R$ 13 bilhões no mesmo período, segundo dados do IPC Maps Interior.
O levantamento mostra que o Estado de São Paulo é o maior consumidor nacional, com mais de R$ 1 trilhão – 27% de tudo o que é consumido no país. A participação do interior paulista saltou de 47,7% em 2010 para 52,9% neste ano. Segundo o IPC Maps, Limeira teve variação positiva, saltando de 0,57% de participação no consumo em 2010 para 0,72% neste ano.
Responsável pelo estudo, Marcos Pazzini, diretor da IPC Maps, explica que a interiorização do consumo já é uma realidade que percorre o Brasil, alcançando em média 54% de tudo que será consumido pelos brasileiros em 2015. “Ou seja, pouco menos de R$ 2 trilhões em gastos, já considerando o atual cenário de retração econômica nacional”, explica Pazzini.
Os dados analisados pelo IPC Maps indicam não só que a movimentação de recursos evoluiu pelas cidades interioranas como também revelam para onde está indo o seu crescimento. Segundo Pazzini, “este cenário pode contribuir para se traçar um novo horizonte de oportunidades competitivas empresariais para a economia na geração de consumo por produtos e serviços”.
O ESTUDO
O IPC Maps Interior é uma análise que a IPC Marketing realizou, tendo como base os bancos de dados do IPC Maps, estudo desenvolvido com metodologia própria, por meio do qual traça anualmente a potencialidade do Consumo Brasil, com base em dados atualizados e oficiais do país.
Isto permite oferecer um perfil de cada uma das 5.570 cidades brasileiras, com detalhamento nos 22 itens de consumo, por classes econômicas, contando com opções de segmentação por ramos de atividade, quantidade e tipo de empresas, indústrias, serviços (saúde, agências bancárias, educação etc.) agronegócios, comércio – varejista e atacadista, por exemplo –, além de transmitir informações demográficas e do potencial de consumo da população local.