Ouvir bem é importante para que a nossa comunicação seja eficaz na rotina veloz da sociedade atual. O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez foi lembrado nesta quarta-feira (10/11) e, nesta data de conscientização, a fonoaudióloga Daniela Leite de Oliveira Furlan, do Ambulatório de Especialidades da Santa Casa, traz dicas importantes sobre prevenção.
O ambulatório é um serviço de saúde auditiva mantido em parceria com prefeituras, Estado e União. O setor realiza os “testes da orelhinha”, exame de audiometria e colocação de aparelhos auditivos no atendimento do SUS de 26 cidades da região, com média de, aproximadamente, 500 atendimentos por mês.
Conforme explica a fonoaudióloga, a surdez é uma deficiência auditiva com diferentes graus. Pode ser leve, moderada, severa ou profunda, em um ou nos dois ouvidos. Os sinais podem aparecer em qualquer idade: na infância, quando a criança fica desatenta, demora a falar ou atender um chamado; na adolescência, quando o(a) jovem só ouve o que lhe interessa; na terceira idade, quando o idoso se isola ou não quer fazer suas atividades. Estes comportamentos podem estar ligados à dificuldade de ouvir e entender.
Algumas ações ajudam a prevenir a perda de audição. Uma das ameaças mais presentes é o uso de fone de ouvido. O aparelho potencializa o som e, por isso, conforme Daniela, é recomendável o uso de uma hora por dia. Caso seja necessário usar por mais tempo, prefira o fone de concha ou de vibração óssea, que fica atrás da orelha. Se você tirar o fone e sentir como se tivesse água dentro do ouvido, é sinal de que houve excesso no uso.
Ouvir bem faz toda a diferença. Assim, fique atento se você não consegue ouvir com barulhos concomitantes, pessoas falando ao longe, dificuldades em ouvir o professor na sala de aula. “Em várias fases da vida é possível notar os sinais de início de surdez”, reforça Daniela.
A profissional recomenda cuidados, como evitar ficar perto das caixas de som em shows musicais e usar objetos pontiagudos dentro do ouvido. A vacinação também é importante porque há várias doenças que podem provocar a surdez, inclusive a Covid. Mulheres gestantes devem fazer o acompanhamento pré-natal e todo recém-nascido deve fazer o “teste da orelhinha”. Na Santa Casa de
Limeira, o procedimento é obrigatório, em atendimento à legislação.
Daniela lembra que a surdez pode ocorrer com qualquer pessoa. Zumbidos, ou chiados, são os principais sinais de anormalidade no ouvido. “Quando o ouvido está com perda inicial, você percebe o zumbido. É hora de procurar um médico especialista”, diz. Ela destacou, ainda, que é preciso não haver preconceito com o aparelho de audição. “É como óculos”, compara. O uso do protetor auditivo em ambientes de trabalho com som alto é ferramenta poderosa de prevenção, assim como os exames periódicos.
A higiene também é importante: lavar, enxaguar e enxugar com papel higiênico, mas só por fora. “Evite cotonete e qualquer haste dentro do ouvido, porque eles geram o acúmulo da cera que forma uma rolha no fundo. A cera é um hidratante natural protetivo. Quanto mais retiro, mais cera haverá. É bom tirar só o excesso. Em bebê, utilize o dedinho envolto em toalha-fralda, sem cotonete”, orienta a profissional.