O historiador de
Cordeirópolis Paulo Cesar Tamiazo completou nesta semana 28 anos de trabalhos voltados à recuperação da
memória e da história de Cordeirópolis. Bacharel e Licenciado em História pela Unicamp (Universidade Estadual de
Campinas) há 25 anos, mesmo antes de se formar já aproveitava o tempo livre para pesquisar sobre os fatos antigos da cidade. Se fosse hoje, a informação estaria disponível a um toque através da internet, mas naquele tempo era mais difícil.
Pesquisando em bibliotecas da universidade livros antigos sobre o período, verificou que a data que estava colocada antigamente no brasão do Município de Cordeirópolis, criado há 54 anos, não correspondia à realidade, pois tinha havido um erro na impressão de um texto que foi utilizado para a confecção do brasão e da Bandeira de Cordeirópolis.
Conversando com um vereador da legislatura 1993-1996, este o convidou para falar sobre suas pesquisas em uma sessão da Câmara Municipal, que ocorreu em 19 de outubro de 1993, portanto, há 28 anos. Os vereadores da época concordaram com seus argumentos e apresentaram o Projeto de Lei nº 5/1993, que propunha a alteração da data. Aprovado, ele se transformou na Lei Municipal nº 1793, de 20 de outubro, sancionada pelo Prefeito da época.
Desde junho de 1995, há mais de 25 anos, o historiador tem publicado suas descobertas na imprensa local e regional e na internet. Neste período de 28 anos ele publicou oito livros, por diversas editoras, dois capítulos em obras coletivas, quase cem artigos em jornais, mais de cento e cinquenta publicações na internet, além de entrevistas em rádio e no Facebook.
“Em 2022 se completam dez anos da edição do livro que conta um pouco de tudo sobre a história da cidade, desde a sua fundação. Seria interessante que ano que vem fosse feita uma nova edição, ampliada, acrescentando tudo que encontramos nestes dez anos”, lembrou o historiador.
Em 2023, se completarão trinta anos de atividades e sua proposta é editar um livro que marcasse esta data, dando um fecho neste período de trabalhos. “O grande problema são os acervos que estão fora da internet. Para pesquisar o que pode haver sobre Cordeirópolis nos jornais de
Limeira e Rio Claro, eu teria que me afastar do meu trabalho, pois no Brasil não se consegue viver de pesquisa”, salientou.
“Para cobrir este período e encerrar o levantamento de informações, eu teria que ficar pelo menos dez meses se dedicando oito horas por dia aos jornais físicos que estão em outras cidades, mas infelizmente não é possível”, destacou. “Isto é o que falta para podermos considerar nosso trabalho concluído”, finalizou o historiador.