O mês de Junho é conhecido por ser um período de clima mais frio no Nordeste, o que pode desencadear uma série de alergias respiratórias. Estas, por sua vez, podem ser confundidas com os sintomas do coronavírus. Entretanto, pacientes com alergias respiratórias tendem a não apresentar febre, na maioria das vezes, diferente das pessoas acometidas com a covid-19. A constatação é do otorrino Carlos Diego Fernandes, do Sistema Hapvida, em Campina Grande, na Paraíba.
De acordo com o especialista, uma série de fatores podem ocasionar as alergias respiratórias, como poeira, mofo, animais com pelo e pena, fumaça de cigarro ou de fogueira, ocasionando no paciente coceiras no nariz, garganta e olhos, além de espirros, coriza, obstrução nasal e tosse.
“Dificilmente a pessoa com quadro alérgico desenvolverá um estado febril, que é muito mais frequente nas doenças infecciosas, como a gripe e o coronavírus. Nesses últimos casos , a febre tende a ser mais alta, a tosse mais seca; e alguns pacientes chegam a apresentar perda de olfato ou paladar, dor na garganta e cansaço com fadiga”, explica o otorrino.
Além do clima frio, esse período de junho é conhecido por ser mais chuvoso na região Nordeste, o que torna mais provável o aparecimento de problemas respiratórios, como gripe, resfriado, sinusite e rinite. “Nessa época do ano, com a variação climática que temos, desencadeia processos alérgicos, na via aérea superior, ocasionando sintomas frequentes”, pontua o especialista.
Carlos Diego acrescenta que, devido às alergias respiratórias, muitas pessoas encontram mais dificuldades para dormir. “À noite, quando a pessoa se deita para dormir, sente mais essa dificuldade de respirar pelo nariz, de forma correta, e acaba tendo uma respiração bucal; respira de boca aberta e ronca, tendo uma noite de sono mais inquieta”, destaca o médico.
Dica do especialista
Uma das dicas do médico, para quem tem problemas alérgicos com as variações climáticas, é a limpeza dos ambientes domésticos. “Se você tem um local que é empoeirado, com presença de mofo, bichos de pelúcia ou animais com pelo, é importante manter esses ambientes sempre limpos”, orienta Carlos Diego.
Sobre o Sistema Hapvida
Com mais de 7,1 milhões de clientes, o Sistema Hapvida hoje se posiciona como um dos maiores sistemas de saúde suplementar do Brasil presente em todas as regiões do país, gerando emprego e renda para a sociedade. Fazem parte do Sistema as operadoras do Grupo São Francisco, RN Saúde, Medical, Grupo São José Saúde, Grupo Promed além da operadora Hapvida e da healthtech Maida. Atua com mais de 37 mil colaboradores diretos envolvidos na operação, mais de 15 mil médicos e mais de 15 mil dentistas. Os números superlativos mostram o sucesso de uma estratégia baseada na gestão direta da operação e nos constantes investimentos: atualmente são 47 hospitais, 201 clínicas médicas, 45 prontos atendimentos, 173 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial.