Entre as mudanças que a pandemia da Covid-19 trouxe está o fato de que, hoje, a população realiza muito mais transações financeiras online do que antes. E nessa toada foi lançado uma nova forma de pagamento que já caiu no gosto dos consumidores: o PIX. Mas ainda que cresça o número de usuários dessa nova modalidade, também crescem as dúvidas para empresas e o e-commerce.
O novo sistema desenvolvido pelo Banco Central foi lançado em novembro de 2020 com o objetivo de ser um meio de pagamento mais rápido, instantâneo e sem cobrança de taxas, o que beneficiou de imediato os compradores e pagadores.
Ao contrário dos já conhecidos TED e DOC, que podem levar horas ou dias para transferir quantias de dinheiros para outras contas bancárias, com o PIX esse processo é feito em segundos, em qualquer dia da semana e gratuitamente. Além disso,
o sistema é altamente seguro e criptografado.
No entanto, quando se trata dos recebedores a história é outra. Se por um lado ao receber pelo PIX as empresas e o e-commerce disponham do pagamento em tempo real – o que é especialmente importante durante os fins de semana -, por outro lado ainda persistem alguns desafios.
Isso porque o PIX apenas é gratuito para pessoas físicas. Para pessoas jurídicas existe cobrança de taxa. E ainda que a promessa é a de que o custo seja bem menor do que o praticado em outras formas de recebimento, o valor a ser pago por empresas para receber através do PIX será definido por cada instituição financeira. Lembrando que o PIX é feito através de aplicativos de bancos por meio de smartphones.
Atenção aos detalhes
Outra dificuldade relacionada ao PIX para empresas é a impossibilidade de cancelar uma transferência realizada. Por exemplo, a única forma de reaver um pagamento feito para uma pessoa errada é negociando com ela a devolução.
Por isso,
Daniele Padrão, especialista em Celulares e Acessórios no Mago da Tecnologia, alerta para a importância de checar os dados do recebedor, como o nome, CPF e nome do banco, antes de efetuar a transação no app. Além disso, ainda não há uma definição clara sobre a responsabilização de erros e fraudes praticados com as chaves PIX. De acordo com o Banco Central, se o usuário transferir um valor errado ou enviar para outro destinatário, a responsabilidade seria apenas dele.