Desde o início da quarentena, uma das maiores preocupações, além da saúde e bem-estar da população, está relacionada à economia e manutenção do nível de empregos. Com impossibilidade de funcionamento por mais de três meses em consequência da quarentena implementada em todo o estado de
São Paulo, antes da flexibilização, muitas empresas e prestadores de serviços viram sua receita cair drasticamente e, em função desta nova realidade, houve a necessidade de cortar gastos, redução da folha de pagamento, e em último caso o corte de funcionários e renegociação com fornecedores. Porém, mesmo com todas essas ações, muitos encerraram definitivamente suas atividades.
Inevitavelmente o brasileiro tem visto, nos últimos meses, o número de pessoas desempregadas crescer consideravelmente. Em
Limeira, de março até junho, mais de 4 mil pessoas perderam seu emprego, sendo que o setor da indústria lidera as baixas, com 2.063 demissões neste período; seguido pelo comércio com redução de 1.003 vagas; e o setor de serviços com queda de 954 vagas.
Porém, observou-se que em julho houve uma retomada na oferta de emprego em Limeira, com recuperação de 485 vagas. Deste total, 237 foram criadas pelo comércio, 112 pelo setor de serviços e 84 na indústria. Este aumento coincide com o início da flexibilização das atividades, previsto dentro do Plano São Paulo do Governo do Estado, o que demonstra uma revitalização da
economia que começa a recuperar os prejuízos causados pela pandemia do novo coronavírus.
“Este início de recuperação é um ótimo sinal, ainda teremos muitos desafios pela frente, mas com resiliência, perseverança, criatividade e respeitando as normas sanitárias conseguiremos, juntos, superar os desafios nos impostos por este estado de calamidade pública, acreditando na visão do ministro Paulo Guedes esperamos que a economia possa mostrar uma recuperação mais rápida que a velocidade anteriormente esperada”, acrescenta Valmir Lopes Teixeira Martins, vice-presidente da ACIL.
Os dados são fornecidos pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), e foram apresentados pelo ministro da economia, Paulo Guedes, que analisou este aumento como sinal de uma recuperação da economia em formato de “V”. Neste formato, a crise é iniciada com uma queda acentuada da economia, porém logo após há uma rápida recuperação, que pode ser fruto de políticas públicas eficientes que visam auxiliar o empreendedor neste momento difícil, como o Programa de Preservação da Renda e do Emprego e o Benefício Emergencial de Preservação da Renda e do Emprego (BEM), ou seja, a economia pode mostrar uma recuperação mais rápida que a o esperado.