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 Pediatra defende maior autonomia para as pessoas com síndrome de dow - Portal Cordero Virtual

Pediatra defende maior autonomia para as pessoas com síndrome de dow

A palestrante foi a pediatra Ana Cláudia Brandão, que atua no Ambulatório para Crianças e Adolescentes com Síndrome de Down do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo.

29/08/2017 07:30:01
Pediatra defende maior autonomia para as pessoas com síndrome de dow
Pediatra defende maior autonomia para as pessoas com síndrome de dow
Participantes de 11 cidades estiveram em Limeira no último sábado, 26 de agosto, para a palestra “Cuidados com as crianças e adolescentes com síndrome de Down”. O evento, gratuito, foi organizado pela Associação Amigos Especiais de Limeira.

A palestrante foi a pediatra Ana Cláudia Brandão, que atua no Ambulatório para Crianças e Adolescentes com Síndrome de Down do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo. Ana Cláudia também tem um filho com a síndrome e, por isso, a palestra foi montada com base nos conhecimentos enquanto médica e da vivência como mãe.

Ela abordou questões como a descoberta da síndrome ainda na gestação, características mais comuns das pessoas com síndrome de Down, alimentação adequada, sexualidade e autonomia.

De acordo com a pediatra, a família tem papel fundamental na oferta de autonomia na infância visando maior independência na adolescência e na vida adulta. Fatores como a infantilização, superproteção e mensagens subliminares de que eles não são capazes de fazer alguma atividade, prejudicam. “A autonomia começa na maternidade. Todos devem ajudar na construção da identidade. Temos que engolir o choro e dar corda”, alertou Ana Cláudia.

A médica defende que toda pessoa com síndrome de Down seja capaz de construir o próprio projeto de vida. “Temos que dar oportunidades o tempo todo. Se um adolescente pega um ônibus errado aos 15 anos, não quer dizer que aos 20 cometerá a mesma falha. É preciso tentar novamente”, aconselhou. O que muitos pais fazem é deixar o filho tentar uma vez, se não consegue, não volta a ofertar a oportunidade de aprender.

Segundo a pediatra, muitos pais têm o hábito de medicalizar a rotina do filho. “Atividades comuns são transformadas em terapia. Ao invés de matricular em uma aula de música, direciona-se para a musicoterapia. A criança pode ir para a aula de equitação, mas o pai encaminha para a eco terapia. São coisas do dia a dia que parecem simples, mas que no futuro terão impacto negativo”, apontou. 

Ana Claudia também enalteceu o progresso que a Lei Brasileira de Inclusão ofertou. A presença em escolas regulares tem feito o número de pessoas com síndrome de Down aumentar cada vez mais nas universidades. “É preciso sempre incluir, empoderar. Isso vai desde ensinar a retirar o prato da mesa, até insistir em atividades que as outras crianças praticam”, aconselhou.

A Associação Amigos Especiais de Limeira recolheu 280 litros de leite durante a palestra. O total arrecadado dividido entre duas entidades de Limeira, o Recanto dos Idosos Nossa Senhora do Rosário e o Cantinho do Vovô.
Pediatra defende maior autonomia para as pessoas com síndrome de dow

Fonte: Dinamus Comunicacao

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