Este site utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência, de acordo com as nossas Políticas de Privacidade e ao continuar navegando, você concorda com estas condições.

 Como estimular o desenvolvimento da fala nas crianças? - Portal Cordero Virtual

Como estimular o desenvolvimento da fala nas crianças?

Entenda como a fase do desenvolvimento da fala funciona e como contribuir de maneira assertiva nesse processo

10/02/2025 06:00:02
Como estimular o desenvolvimento da fala nas crianças?
Como estimular o desenvolvimento da fala nas crianças?
A fase inicial da vida escolar é um momento crucial para o desenvolvimento da fala das crianças. A interação social em sala de aula, o estímulo adequado em casa e o acompanhamento profissional, por exemplo, são fatores fundamentais para garantir uma evolução saudável na comunicação infantil.

A Profa. Dra. Betina Sguario Moreschi Antonio, do curso de Fonoaudiologia do UniBrasil, explica como pais e educadores podem contribuir para esse processo. 

O papel da família e da sala de aula no desenvolvimento da fala 

De acordo com Betina, o ambiente escolar proporciona experiências essenciais para o aprimoramento da comunicação. “As crianças aprendem observando e imitando a forma como os outros falam, adquirindo novas palavras, estruturas gramaticais e maneiras de se comunicar efetivamente”, destaca.  

Além disso, a interação com colegas e professores permite que a criança receba um retorno imediato sobre a sua fala, favorecendo a autocorreção e a consolidação de formas corretas de se expressar. 

A professora alerta que atividades em grupo também desempenham um papel essencial, pois estimulam o desenvolvimento cognitivo e, consequentemente, as habilidades linguísticas. Com isso, quanto mais as crianças são desafiadas a pensar e se expressar, mais podem avançar no aprendizado da fala.  

Outro ponto que colabora significativamente no desenvolvimento da fala é a prática da leitura. A Profa. Dra. Betina destaca que ao lerem para a criança diariamente em casa, os pais podem contribuir para ampliar o vocabulário e ensinar a estruturação correta das palavras.  

“Conversar com a criança sobre o seu dia, seus sentimentos e interagir por meio de jogos de palavras, músicas e rimas são formas naturais de incentivá-la a se expressar. Além disso, pequenas atitudes como demonstrar interesse pelo que a elas dizem e valorizar suas conquistas também as encoraja a falar mais”, explica a professora. 

Sinais de alerta para atrasos na fala 

Entre os sinais que podem indicar dificuldades no desenvolvimento da fala, a formação de frases simples e o avanço do vocabulário são alguns dos principais termômetros, tanto para pais quanto para educadores.  

Aos dois anos, a criança deve ser capaz de usar ao menos 50 palavras e começar a formar frases simples. Aos três anos, espera-se que formule frases com três ou mais palavras. Caso isso não ocorra, a Profa. Dra. Betina alerta sobre a importância em se procurar orientação profissional. 

“Para ajudar as crianças a superar a gagueira, por exemplo, os profissionais de fonoaudiologia costumam adotar diferentes estratégias para ajudar ela a lidar com a frustração e o estresse associados à gagueira, criando um ambiente de comunicação seguro e sem pressão. Envolver pais e educadores no processo terapêutico também é uma importante estratégia”, explica.   

Dificuldades na pronúncia além dos quatro anos, gagueira excessiva e repetição de sons de forma não natural também merecem atenção especial. 

“Algumas trocas de sons são aceitáveis até certa idade, se a criança tem muita dificuldade para pronunciar palavras de forma compreensível até os 4 anos, vale atenção. Se a criança repete sons, sílabas ou palavras de forma excessiva e não natural, pode ser um sinal de gagueira ou outro problema de fluência”, ressalta a professora.  

Atenção ao bullying e o suporte para crianças com autismo 

Outro aspecto importante é o cuidado com crianças que podem enfrentar dificuldades na fala devido a transtornos do neurodesenvolvimento, como o autismo, por exemplo. Para a professora, o apoio familiar e das escolas é vital à criança autista para garantir que ela tenha o suporte necessário em todos os ambientes. 

Por isso, a Profa. Dra. Betina reforça a importância de um plano de intervenção personalizado, que pode incluir o uso de comunicação alternativa por meio de sinais, imagens ou aplicativos. Ela também ressalta sobre a necessidade de conscientização sobre o bullying, pois crianças com dificuldades de fala podem ser alvo de brincadeiras maldosas, afetando seu desenvolvimento emocional e social. 

“Crianças que gaguejam ou têm outras disfluências podem, infelizmente, ser alvos de bullying, o que pode agravar suas dificuldades e impactar profundamente seu desenvolvimento emocional e social. Por isso, pais e professores devem estar atentos e promover um ambiente acolhedor e respeitoso para essas crianças”, destaca Betina.

Como a Fonoaudiologia pode apoiar o aprendizado da fala 

De acordo com Profa. Dra. Betina, a formação de estudantes de Fonoaudiologia para lidar especificamente com crianças é bastante abrangente e envolve várias estratégias de ensino e aprendizagem. Durante os estágios na Clínica Escola de Fonoaudiologia do UniBrasil, por exemplo, os alunos participam de aulas teóricas e práticas, além de realizarem os atendimentos com a supervisão de um profissional professor qualificado. 

No Centro Universitário, os alunos participam de estágios supervisionados desde os primeiros semestres, em clínicas-escola e hospitais vinculados ao UniBrasil, tendo acesso a um currículo alicerçado em ciências básicas, neurociências, linguística, psicologia, entre outras disciplinas essenciais para compreender os processos envolvidos na comunicação humana. 

“A formação também inclui o trabalho em equipe interdisciplinar, preparando os estudantes para colaborar com outros profissionais de saúde no cuidado integral das crianças”, complementa Betina.   

Além disso, a área de Fonoaudiologia conta com inovações tecnológicas que aprimoram os tratamentos, como aplicativos que utilizam jogos para tornar as terapias mais dinâmicas e a eletromiografia de superfície, que auxilia no tratamento de dificuldades motoras faciais.  

“Esses avanços recentes na área de fonoaudiologia são bastante promissores e ajudam a tornar a terapia mais interativa e interessante, especialmente para crianças, aumentando a frequência e a eficácia das sessões”, conclui a Profa. Dra. Betina Sguario Moreschi Antonio. 

Com os estímulos adequados e um olhar atento é possível garantir que todas as crianças desenvolvam sua comunicação de maneira saudável, essencial para sua vida escolar e social. 

Fonte: ACCIO Comunicação

Mundo Digital

Sua empresa está investindo na rede social certa?
LEIA MAIS
Por que qualificar leads antes do atendimento pode transformar os resultados da sua empresa
LEIA MAIS
Você entregaria um ativo importante da sua empresa para alguém sem experiência?
LEIA MAIS
Não queira vender para todo mundo. Isso pode estar afastando os melhores clientes da sua empresa
LEIA MAIS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS


2001-2026 - Portal Cordero Virtual