Este site utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência, de acordo com as nossas Políticas de Privacidade e ao continuar navegando, você concorda com estas condições.

 Primeira concessão de água e esgoto do Brasil, em Limeira, completa 19 anos - Portal Cordero Virtual

Primeira concessão de água e esgoto do Brasil, em Limeira, completa 19 anos

A cidade saltou de 2% para 100% de esgoto tratado e hoje está entre os melhores municípios brasileiros em índices de saneamento

07/06/2014 01:56:22
Há 19 anos, em 2 de junho de 1995, Limeira foi pioneira ao conceder os serviços de água e esgoto à iniciativa privada, à Organização Odebrecht. O pioneirismo projetou a cidade em lugar de destaque nacional quando o assunto é saneamento básico, reunindo prêmios e certificações nesse segmento. Atualmente toda a população da área urbana tem acesso à água de qualidade e esgoto coletado e tratado, realidade ainda pouco comum no Brasil. 

Entre os inúmeros desafios do início da concessão, as prioridades eram melhorar a qualidade e a regularidade da distribuição de água e implantar o serviço de esgotamento sanitário, despoluindo os córregos e ribeirões da cidade, que até então recebiam esgoto in natura, serviços que têm reflexo direto na saúde pública. Para chegar à totalidade do atendimento a concessionária Odebrecht Ambiental, responsável pelos serviços de água e esgoto do município, investiu cerca de R$ 234 milhões entre 1995 e 2013. Outros R$ 248 milhões estão previstos até o final do contrato, em 2039, e serão direcionados em obras e serviços para atender o crescimento da demanda do município, modernizar o sistema e garantir que o saneamento da cidade continue universalizado.

Entre os investimentos em andamento está a ampliação e modernização de duas importantes estações de tratamento, uma de água e outra de esgoto. A Estação de Tratamento de Água (ETA) que fica às margens da Rodovia Anhanguera terá sua capacidade ampliada de 930 para 1.200 litros por segundo, além da implantação de novas tecnologias. A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Tatu também terá sua capacidade ampliada e contará com a instalação de novos processos que irão melhorar a eficiência e a flexibilidade operacional da estação. 

De 2% para 100% de esgoto tratado

Em 1995, apenas 2% dos esgotos da cidade passavam por tratamento, o restante era depositado in natura nos corpos d´água, que apresentavam grande carga de poluição. Para resolver esse problema a concessionária Odebrecht Ambiental, na época com nome Águas de Limeira, desenvolveu um programa de despoluição das bacias hidrográficas, um planejamento de longo prazo com previsão de obras e investimentos necessários para a implantação do esgotamento sanitário do município. 

O planejamento incluía a implantação de novas estações elevatórias de esgoto que saltou de duas para 14 unidades, além da construção de uma nova Estação de Tratamento de Esgoto, a ETE Água da Serra, que entrou em operação em 2010, responsável por tratar o esgoto de 15% da população da cidade, composta pela região do Jd. Nossa Senhora das Dores.

Para conduzir o esgoto de todos os bairros às Estações de Tratamento foram implantados desde o início da concessão mais de 350 quilômetros de redes coletoras, emissários e interceptores. Atualmente a cidade conta com 988 quilômetros de redes de esgoto. As duas últimas obras realizadas com esse fim foram concluídas em 2011, com a implantação de interceptores na área central, nas proximidades do Mercado Modelo e da Avenida Campinas. Com a conclusão desse serviço, Limeira conquistou a universalização do saneamento e deixou de lançar esgoto in natura nos córregos e ribeirões.

Outra conquista da cidade foi a revitalização do Ribeirão Tatu, que passou por desassoreamento, limpeza, plantio de mudas e implantação de pista de caminhada e hoje recebe diversos moradores para a prática de atividade física e de lazer. 

Melhorias na qualidade e regularidade da água

Até 1995, Limeira sofria com frequente falta de água nas torneiras. A cidade tinha uma boa cobertura de redes, porém pecava na regularidade do abastecimento. Isso acontecia, em parte, porque a reserva de água tratada era baixa e na ocorrência de algum problema o primeiro impacto era a falta de água. 

Com os investimentos da concessionária a reserva de água tratada passou de 27 milhões para 52 milhões de litros, com a construção de seis novos reservatórios. Foram implantados 22 quilômetros de adutoras de água tratada, 371 quilômetros de redes e 3 quilômetros de adutora de água bruta,  além da modernização de todo o parque tecnológico e da implementação de sistema de telecontrole.

Outro problema que a cidade enfrentava era o alto índice de perdas de água no sistema de distribuição, reduzido de mais de 45% para cerca de 15%. Uma importante ação para reduzir essa perda foi a implantação da macromedição. Ao longo dos anos a cidade foi dividida em 57 regiões e em cada uma possui um macromedidor que contabiliza quanto de água é distribuída nessa área. Esse número é comparado com os micromedidores, que são os hidrômetros dos imóveis, e caso haja diferença entre eles significa que existe perda de água. Com a macromedição é possível identificar a região onde a perda acontece e, com isso, agilizar a atuação e o resultado. Com essa gestão Limeira é hoje referência no país quando se trata de perdas hídricas, com índices comparados a países de primeiro mundo.

Para o diretor de concessão da Odebrecht Ambiental, Tadeu Ramos, o bom resultado de Limeira nos serviços de água e esgoto contribui para as questões de saúde pública, de acessibilidade da população em serviços básicos e essenciais, mas também para o desenvolvimento econômico da cidade. “Se hoje Limeira vive essa realidade no abastecimento de água e esgotamento sanitário é porque se pensou e planejou isso antes. O resultado em saneamento é gradativo e deve ser planejado com antecedência, em parceria com a Prefeitura, para se chegar às metas que a cidade almeja”, comemora o diretor. 

Ramos reforça que uma das características da concessionária quando inicia a operação em uma cidade é manter os integrantes que trabalhavam na antiga autarquia. Esse foi o caso da Odebrecht Ambiental que em 1995 contratou 180 profissionais que trabalhavam no Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). Muitos dos funcionários daquela época se aposentaram ou seguiram outro rumo em suas carreiras profissionais nesses 19 anos. 28 ainda trabalham na concessionária de Limeira e quatro foram transferidos para outras unidades da organização, levando a experiência do município a outras regiões do país.

Foto(s): Rogério Reis
Fonte: Odebrecht

Mundo Digital

Sua empresa está investindo na rede social certa?
LEIA MAIS
Por que qualificar leads antes do atendimento pode transformar os resultados da sua empresa
LEIA MAIS
Você entregaria um ativo importante da sua empresa para alguém sem experiência?
LEIA MAIS
Não queira vender para todo mundo. Isso pode estar afastando os melhores clientes da sua empresa
LEIA MAIS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS


2001-2026 - Portal Cordero Virtual