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 Epidemia de dengue: grávidas e bebês podem usar repelentes? - Portal Cordero Virtual

Epidemia de dengue: grávidas e bebês podem usar repelentes?

Dermatologista do Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP), Theodoro Habermann Neto dá dicas sobre correta utilização de vários tipos de produtos

23/02/2024 14:48:53
Epidemia de dengue: grávidas e bebês podem usar repelentes?
Epidemia de dengue: grávidas e bebês podem usar repelentes?
O aumento dos casos de dengue em todo o país gera uma busca desenfreada por maneiras seguras de se proteger da picada do Aedes aegypti. Nas farmácias, as vendas de repelentes dispararam, bem como seus valores. Segundo a Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan), algumas redes registraram aumento de até 340% nas vendas entre os meses de novembro de 2023 e janeiro deste ano. Em meio a esse cenário, gestantes e puérperas têm muitas dúvidas, pois a proteção para essas mulheres precisa ser segura também para seus bebês. E uma das dúvidas é: gestantes recém-nascidos podem usar repelente? 

O médico dermatologista Theodoro Habermann Neto, do Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP), esclarece que, segundo critérios da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), tanto as gestantes quanto os bebês podem usar repelentes, desde que estejam registrados pelo órgão e que as instruções de uso descritas na embalagem sejam seguidas, uma vez que podem variar conforme o a concentração da fórmula e seu princípio ativo. 

“Alguns estudos e pesquisas científicas sugerem que, para as gestantes, os repelentes à base de DEET (N-Dietil-m-toluamida), os mais vendidos no mercado, são mais seguros. A aplicação deve se restringir a três vezes ao dia. No entanto, este princípio não é recomendado para menores de dois anos. Já entre crianças de dois a 12 anos, a concentração tem de ser de no máximo 10%. Acima disso, o uso é permitido para crianças a partir dos 12”, explica o especialista. 

Segundo Habermann, o mercado oferece repelentes a base de icaridina e IR3535, além de óleos essenciais à base de citronela; porém, não há estudos que comprovem sua segurança para o uso por parte de gestantes e bebês.

O médico também ressalta que ler as embalagens é essencial, pois elas trazem informações sobre os casos em que o produto é contraindicado. 

Para gestantes que utilizam hidratante, ele lembra que já existem produtos com as duas funções – hidratação e repelente. Mas, caso a preferência seja usá-los separadamente, a ordem correta deve ser primeiro o repelente, esperar que ele seque na pele e, depois, o hidratante por cima, para que possa selar o protetor. “É importante evitar os exageros e, em caso de alergia, suspender imediatamente o uso e procurar um dermatologista credenciado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia”, orienta. 

Ambiente

O uso de inseticidas em spray e aerossol são boas opções para repelir insetos. “A recomendação é aplicar no ambiente antes de entrar, para que não haja perigo de intoxicação. Para os bebês, a tela mosquiteira e roupinhas longas ajudam na proteção”, destaca o médico. 

Os repelentes de aparelhos elétricos ou espirais não devem ser usados em áreas de pouca ventilação, nem na presença de pessoas asmáticas ou com alergia respiratória, pois podem piorar os quadros alérgicos. O recomendado é que estejam, pelo menos, a dois metros de distância das pessoas. Já os inseticidas naturais, à base de citronela, andiroba e óleo de cravo, não possuem comprovação de eficácia e nem aprovação pela Anvisa até o momento. Por isso, é bom não utilizá-los.

“A prevenção mais eficaz contra a dengue continua sendo a eliminação dos focos de proliferação dos mosquitos. É importante que a população verifique de forma adequada o armazenamento de água, o acondicionamento do lixo, elimine recipientes sem uso que possam acumular água ou os mantenham virados de cabeça para baixo, para evitar os criadouros do mosquito. Essas prárticas, em conjunto com as ações municipais de cuidados com coleta de lixo, fiscalização, dentre outras, é que surtirão os maiores efeitos para manter a saúde”, conclui Habermann.
 

Sobre o Vera Cruz Hospital

Há 80 anos, o Vera Cruz Hospital é reconhecido pela qualidade de seus serviços, capacidade tecnológica, equipe de médicos renomados e por oferecer um atendimento humano que valoriza a vida em primeiro lugar. A unidade dispõe de 166 leitos distribuídos em diferentes unidades de internação, em acomodação individual (apartamento) ou coletiva (dois leitos), UTIs e maternidade, e ainda conta com setores de Quimioterapia, Hemodinâmica, Radiologia (incluindo tomografia, ressonância magnética, densitometria óssea, ultrassonografia e raio x), e laboratório com o selo de qualidade Fleury Medicina e Saúde. Em outubro de 2017, a Hospital Care tornou-se parceira do Vera Cruz. Em quase seis anos, a aliança registra importantes avanços na prestação de serviços gerados por investimentos em inovação e tecnologia, tendo, inclusive, ultrapassado a marca de duas mil cirurgias robóticas, grande diferencial na região e no interior do Brasil. Em médio prazo, o grupo prevê expansão no atendimento com a criação de dois novos prédios erguidos na frente e ao lado do hospital principal, totalizando 17 mil m² de áreas construídas a mais. Há 35 anos, o Vera Cruz criou e mantém a Fundação Roberto Rocha Brito, referência em treinamentos e cursos de saúde na Região Metropolitana de Campinas, tanto para profissionais do setor quanto para leigos, e é uma unidade credenciada da American Heart Association. Em abril de 2021, o Hospital conquistou o Selo de Excelência em Boas Práticas de Segurança para o enfrentamento da Covid-19 pelo Instituto Brasileiro de Excelência em Saúde (IBES) e, em dezembro, foi reacreditado em nível máximo de Excelência em atendimento geral pela Organização Nacional de Acreditação.
Epidemia de dengue: grávidas e bebês podem usar repelentes?
Dr. Theodoro Habermann –Crédito Matheus Campos
Dr. Theodoro Habermann –Crédito Matheus Campos
Dr. Theodoro Habermann –Crédito Matheus Campos

Fonte: WGO Comunicação
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