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Como se manter protegido em casa quando um familiar está com Covid-19?

Cuidados com a higiene e a delimitação do espaço de convívio são essenciais para evitar novos contágios, alerta Hospital Paulista

14/06/2020 07:00:02
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Como se manter protegido em casa quando um familiar está com Covid-19?
Como se manter protegido em casa quando um familiar está com Covid-19?
Diante da gravidade da pandemia de Covid-19 no Brasil, o isolamento domiciliar passou a ser a medida mais recomendada pelas autoridades de saúde em diversos estados do país. O que fazer, no entanto, quando um familiar ou colega sob o mesmo teto apresenta suspeita ou confirmação do contágio? Alinhado com recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Hospital Paulista destaca orientações para quem precisa se prevenir contra a infecção dentro de casa.

Ambiente

É importante delimitar o espaço em que o paciente infectado (ou com suspeita de infecção) circula. Preferencialmente, a pessoa deve ocupar um quarto individual com boa ventilação. Se isso não for possível, é preciso manter-se a uma distância de pelo menos um metro de quem estiver doente.

“Ao sair do quarto, o paciente deve, obrigatoriamente, usar máscara. A circulação pela casa deve ser limitada e os ambientes compartilhados, como cozinha e banheiro, devem permanecer com as janelas abertas”, ressalta o Dr. Gilberto Ulson Pizarro, otorrinolaringologista do Hospital Paulista.

Cuidadores

O ideal é evitar visitas e limitar o número de cuidadores, que devem usar máscara cirúrgica bem ajustada ao rosto quando estiverem no mesmo espaço em que o doente. É essencial evitar o contato direto com fluidos corporais, principalmente orais, secreções respiratórias e fezes.

“O indicado é usar luvas descartáveis para cuidados orais ou respiratórios e, também, quando manipular fezes, urina e resíduos. Realizar a higiene das mãos antes e depois da remoção das luvas é fundamental”, explica o especialista.

Atenção às máscaras e demais materiais de apoio

As máscaras não podem ser tocadas ou manuseadas durante o uso. Se o acessório ficar molhado ou sujo com secreções, deve ser substituído imediatamente. O descarte é instantâneo após a utilização, sendo que a higiene das mãos com água e sabonete ou álcool em gel deve ser feita logo após a remoção da máscara.

“Ao finalizar a lavagem das mãos, toalhas de papel descartáveis são indicadas para secá-las. Na falta, toalhas de pano limpas podem ser usadas somente para essa finalidade. Quando ficarem molhadas, devem ser desinfetadas com água sanitária. Todos os materiais descartáveis utilizados são jogados em um lixo separado dos demais resíduos da casa”, destaca Pizarro.

Quanto às máscaras, é possível fazer uso das descartáveis e das caseiras, sendo que estas são mais recomendadas neste momento para evitar a falta do material aos profissionais da saúde.

As máscaras caseiras devem conter duas camadas e podem ser feitas a partir de uma roupa cujo tecido seja 100% algodão. As máscaras descartáveis também podem ser usadas junto com o protetor facial, uma proteção de plástico transparente que protege os olhos. Assim, o rosto inteiro fica protegido e é possível aumentar a vida útil das descartáveis.

Objetos e limpeza

O compartilhamento de escovas de dente, talheres, pratos, bebidas, toalhas ou roupas de cama deve ser evitado. Talheres e pratos utilizados pelo paciente infectado precisam ser limpos com água e sabão ou detergente comum. A higiene deve ser feita de forma separada dos materiais utilizados pelos outros moradores, mas o paciente pode reutilizá-los posteriormente.

“É importante limpar e desinfetar diariamente as superfícies frequentemente tocadas, como mesas de cabeceira, cama e outros móveis do quarto do paciente. Higienizar as superfícies do banheiro pelo menos uma vez ao dia também é fundamental”, orienta o profissional.

Roupas sujas, de cama e toalhas de banho e de mão do paciente devem ser lavadas com água e sabão comum e separadas das roupas de outras pessoas. Para realizar essas atividades, além da máscara, deve-se usar luvas descartáveis e roupas de proteção, como aventais de plástico, por exemplo.

Hospital

Os pacientes precisam permanecer em casa até a resolução completa dos sinais e sintomas. Considerando as evidências de transmissão de pessoa para pessoa, indivíduos que podem ter sido expostos a casos suspeitos de Covid-19 em casa devem monitorar sua saúde por 14 dias, a partir do último dia do possível contato, e procurar atendimento médico imediato caso desenvolva quaisquer sintomas mais graves, como febre, tosse ou falta de ar.

“As pessoas sintomáticas devem entrar em contato com o serviço de saúde informando sua chegada e, durante o transporte até o hospital, usar máscara cirúrgica o tempo todo, evitando o transporte público. É aconselhado chamar uma ambulância ou utilizar veículo privado, com boa ventilação, mantendo os vidros abertos”, finaliza o médico.

Sobre o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

Fundado em 1974, o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia, durante sua trajetória, ampliou sua competência para outros segmentos, com destaque para Fonoaudiologia, Alergia Respiratória e Imunologia, Distúrbios do Sono, procedimentos para Cirurgia Cérvico-Facial, bem como Buco Maxilo Facial.

Em localização privilegiada, a 300 metros da estação Hospital São Paulo (linha 5-Lilás) e a 800 metros da estação Santa Cruz (linha 1-Azul/linha 5-Lilás), possui 42 leitos, UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e 10 salas cirúrgicas, realizando em média, mensalmente, 500 cirurgias, 7.500 consultas no ambulatório e pronto-socorro e, aproximadamente, 1.500 exames especializados.

Referência em seu segmento e com alta resolutividade, apresenta índice de infecção hospitalar próximo a zero. Dispõe de profissionais de alta capacidade e professores-doutores, sendo catalisador de médicos diferenciados e oferecendo excelentes condições de suporte especializado 24 horas por dia.

Fonte: máquinacohn&wolfe | dig deeper. imagine more.
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