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 Relembrando os governos do Dr. Cássio de Freitas Levy (1953-1957 e 1961-1965) - Portal Cordero Virtual

Relembrando os governos do Dr. Cássio de Freitas Levy (1953-1957 e 1961-1965)

01/04/2017 16:17:11
Em função da comemoração do centenário de nascimento do Dr. Cássio de Freitas Levy, em 1º de abril, apresentaremos dados recuperados de fontes digitais, como os jornais disponíveis na internet e a legislação municipal do período, sobe os fatos da vida e realizações daquele governante. 

De acordo com a enciclopédia “Expo Nacional dos Municípios 1975/1976”, editada pela Rede Municipalista de Divulgação e Imprensa, o então vereador Cássio de Freitas Levy (Legislatura 1973-1976) contava com a seguinte biografia:

“É natural de Santos, SP, onde nasceu a 1º de abril de 1917, filho de Flamínio Levy e Antonieta de Freitas Levy. Está casado com D. Nely Masutti Levy, tem seis filhos. Radicou-se em Cordeirópolis em 1950, onde se dedica à agro-pecuária, proprietário que é da Fazenda Ibicaba. Formou-se advogado pela Faculdade de Direito do Largo do São Francisco. Foi prefeito de 1953 a 1957 e de 1961 a 1965. Foi também vereador por quatro legislaturas (...)” 

O jornal Correio Paulistano registra, a respeito do objeto de nosso artigo, o deferimento de sua inscrição como solicitador acadêmico, em 18 de junho de 1939, e a sua colação de grau na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em 7 de janeiro de 1941. 
O jornal “O Estado de São Paulo” registra a posse no seu primeiro mandato, em notícia de 27 de março de 1953, em companhia do Vice-Prefeito Bento Avelino Lordello e dos vereadores da 2ª Legislatura. Destes parlamentares, Mario Zaia é o único que ainda se encontra entre nós. 

O primeiro mandato (1953-1957) 

A primeira lei relevante do primeiro mandato do Dr. Cássio é a Lei nº 80, de 22 de julho de 1953, que criava um "Curso Preparatório Municipal" gratuito, que tinha por objetivo a habilitação de candidatos a exames de admissão a cursos ginasiais, comerciais, industriais e outros. Naquele tempo, até para a entrada no Ginásio era necessário que a criança, com pouco mais de dez anos, prestasse um exame de admissão. 

Segundo a lei, o curso preparatório municipal gratuito só poderia ser frequentado por residentes em Cordeirópolis, e suas aulas seriam dadas de julho a fevereiro por dois "professores normalistas", isto é, que tivessem diploma do ensino médio de magistério e as aulas seriam dadas num período de duas horas nos dias de funcionamento. 

Também neste período foi sancionada a Lei nº 82, de 8 de agosto de 1953, que abria crédito especial para custeio de transporte de alunos residentes em Cordeirópolis e matriculados em estabelecimentos de ensino nas cidades vizinhas. As despesas desta lei seriam cobertas com recursos financeiros provenientes do Governo do Estado de São Paulo.

Segundo a Lei Estadual nº 1.192, de 25 de setembro de 1951, nas localidades onde não existisse estabelecimentos de ensino médio, o Estado custearia o transporte de alunos que frequentassem os estabelecimentos de ensino situados nas localidades próximas.
Este auxílio seria prestado por intermédio da Prefeitura Municipal onde o aluno morasse, e no início do ano letivo, cada Prefeito interessado requereria adiantamento, juntando orçamento das despesas que iria ter com o transporte escolar, após aprovação dos diretores dos estabelecimentos em que os alunos estivessem matriculados. 

Neste ano, a Prefeitura propõe o "ajardinamento" da praça que ficava em frente à Igreja Matriz de Cascalho. As despesas com esta obra ficariam suportadas por crédito especial, cobertas com recursos provenientes do Governo do Estado, classificados naquela época como "excesso de arrecadação na contribuição do Estado". Isto foi viabilizado pela Lei nº 86, de 23 de outubro de 1953.
Quase ao final do ano, a Prefeitura de Cordeirópolis define o primeiro quadro de pessoal da administração direta; pela Lei nº 90, de 23 de dezembro de 1953, os servidores públicos municipais seriam todos isolados, sem carreira específica, de provimento efetivo, isto é, sem cargos comissionados, mas "independente de concurso". Também ficou especificado que eles estavam sujeitos ao ponto diário, foram padronizados os vencimentos e definidos os conceitos de aposentadoria e pensão vitalícia. 

Conforme apontamos em outras oportunidades, para fazer frente ao aumento da cidade e aos problemas de abastecimento de água, foi determinada pela Prefeitura, neste período, a perfuração de poço artesiano e instalações complementares, para reforçar o abastecimento de água à população. 

Pela Lei nº 91, de 4 de março de 1954, foi aberto crédito para atender a estas despesas. Por fim, foi autorizada a contratação de empresa mediante concorrência pública. 

Conforme pode ser conferido em outros textos, a Prefeitura de Cordeirópolis, com a Lei nº 95, de 5 de abril de 1954, recebeu por doação uma área de terra com 27.652 m2, que antigamente sediou a Estação Experimental de Sericicultura. 

Esta doação permitiu a criação de uma nova quadra de residências pela Rua Carlos Gomes, desde a Rua Nova da Paz (ou Castro de Carvalho), até à Rua 13 de Maio. 

O Grupo Escolar "Coronel José Levy", único estabelecimento escolar sediado no núcleo urbano do Município àquela época,foi beneficiado com obras de construção e reforma. Estas ações seriam feitas através de "empreitada" com o Governo do Estado de São Paulo, autorizando, pela Lei nº 98, de 12 de junho de 1954, que a administração estadual pudesse "sub-empreitar" as obras e despender recursos com "despesas de expediente"
Recebida a área do Governo do Estado, conforme vimos acima, coube à Prefeitura realizar o loteamento da pequena área. Pela Lei nº 102, de 2 de setembro de 1954, o Município de Cordeirópolis ficou autorizado a proceder a loteamento e venda, para construção de "casas próprias", da área de terra resultante da doação através de escritura pública datada de 10 de maio daquele ano. 
Além da venda de lotes para "casas próprias", estes poderiam ser vendidos também para indústrias e comércios. Entretanto, para instituições públicas, assistenciais, esportivas, recreativas e culturais, devidamente legalizadas, poderia ser feita cessão gratuita de lotes do parcelamento. Entretanto, a quadra dos terrenos fronteira ao Jardim Público não estava abrangida pelas definições desta lei. 

O funcionalismo público recebeu seu primeiro reajuste no primeiro governo do Dr. Cássio de Freitas Levy através da Lei nº 105, de 3 de novembro de 1954, onde foi modificada a escala-padrão de vencimentos; foi definido o padrão de vencimentos dos cargos, reajustadas as aposentadorias concedidas pela Prefeitura Municipal, as pensões vitalícias concedidas por lei, além de criar o cargo de "Almoxarife-Escriturário". 

Após os problemas causados pela seca dos anos anteriores, a Prefeitura adota medidas para diminuição do problema. Com isso, conseguiu-se junto à Caixa Econômica do Estado de São Paulo (CEESP) um empréstimo, para reforma e ampliação da rede de abastecimento de água, de acordo com estudos e projetos elaborados sob a orientação técnica do Departamento de Obras Sanitárias da Secretaria Estadual de Viação e Obras Públicas. 
A Lei nº 109, de 17 de dezembro de 1954, autorizou a contratação do empréstimo, além de criar taxas mensais sobre o consumo de água, para efeito de cobertura de garantias em função da transferência de recursos. 

Alguns dias depois, antes do encerramento do ano, a Prefeitura modifica as disposições da Lei nº 47, de 4 de dezembro de 1951, que dividia a cidade em três perímetros, definindo taxas de água, conservação de calçamento, imposto territorial e predial, taxa de remoção de lixo, de conservação de estradas, taxa de licença, comércio ambulante, de matança de gado, cemitério e imposto sobre jogos e diversões.

Pela Lei nº 111, de 22 de dezembro de 1954, foi proibida a construção de barracões e instalações de indústrias, oficinas e depósitos, exceto a ampliação de existentes, impedindo a reabertura das que fecharam. Neste mesmo dia, a Lei nº 112 reajustou os vencimentos dos professores do Curso Preparatório Municipal. 

Iniciando o ano de 1955, a primeira lei de destaque é a de 11 de maio, em que a Prefeitura de Cordeirópolis passou a pagar os alugueis de um local para instalação de um Posto de Abastecimento do SAPS - Serviço de Alimentação da Previdência Social. 

Segundo Sandra Goulart Magalhães, autora de um livro sobre o tema, o SAPS era "uma autarquia com jurisdição nacional com a finalidade de garantir condições favoráveis e higiênicas de alimentação do trabalhador — e, consequentemente sua saúde e capacidade laboral — oferecendo restaurantes com alimentação saudável a preços populares para todos os segurados dos Institutos e das Caixas de Aposentadoria e Pensões (...)" 

Além disso, o SAPS "possuía também os Postos de Subsistência (vendendo cesta básica subsidiada aos trabalhadores) em vários estados do país, e oferecia merenda escolar para os filhos destes trabalhadores, biblioteca, cinema, sala de música e ainda cursos de corte e costura." Este serviço começou a funcionar em 1955 em Cordeirópolis e em todo o Brasil foi extinto em 1967. 

De acordo com o jornal “O Estado de São Paulo” de 19 de junho de 1955, foram inaugurados, por aqueles dias, o Posto de Puericultura de Cordeirópolis, cujo chefe seria o Dr. Agostinho Bettarello, auxiliado pelas enfermeiras Joana Solano Calegari e Ignez Targa. 
De acordo com o site da Academia de Medicina de São Paulo, “Agostinho Bettarello nasceu na cidade de São Paulo, em 7 de outubro de 1928. (...) Graduou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), em 1953. Dedicou-se à carreira universitária e trabalhou por muitos anos no Hospital das Clínicas.” Faleceu em 1989. 

Outra medida de bastante simbolismo neste período foi a denominação de "Presidente Vargas" à rua nova aberta ao público no loteamento feito pela Prefeitura Municipal, pela Lei nº 116, de 14 de setembro de 1955. Nos anos seguintes, a rua foi transformada em avenida, com a ampliação da área cedida pelo Estado. 

Por este período, começa a ser aberto a Vila Santo Antonio, de propriedade da sra. Marieta Crozatti Pereira. Para oficializar o parcelamento, a Prefeitura foi autorizada a receber, em doação espontânea, área de 17.657,40 m2 compreendida pelas ruas e praças, conforme planta e memorial descritivo que eram assinadas pelo Engº Huberto Levy Júnior.

Também foi definida, por estes dias, uma modificação na estrutura do Curso Preparatório Municipal. Pela Lei nº 119, de 15 de setembro de 1955, foi alterado o art. 3º da Lei nº 80/1953, para determinar que este curso funcionaria de 16 de abril a 28 de fevereiro, com uma interrupção de quinze dias no mês de julho.

Conforme apontamos em outro texto, nestes dias foi determinado pela primeira vez a obrigatoriedade do chamado calçamento de "pedrinhas ou mosaicos portugueses" como padrão para construção ou reconstrução dos passeios dos prédios e dos terrenos vagos, localizados no primeiro perímetro urbano. A disposição fez parte da Lei nº 124, de 30 de novembro de 1955.

Meses depois, a Lei nº 128, de 2 de abril de 1956, autorizou o recebimento de uma faixa de terras destinada a rua, com 1.170 m2, entre as Ruas 13 de Maio e Toledo Barros. Este trecho se transformou depois no primeiro trecho da Rua José Moreira, na área central da cidade. 

Conforme vimos, a cidade contava com um Curso Preparatorio Municipal, para os alunos que fossem participar das provas de admissão ao ginásio, que naquele momento ainda não havia em Cordeirópolis. Pela Lei nº 129, de 16 de junho de 1956, foi aberto crédito para pagamento de aluguel de um barracão, situado na Rua Carlos Gomes, que sediava naquele momento a Escola de Corte e Costura do SESI e as aulas do preparatório. 

Mais uma vez o Grupo Escolar "Coronel José Levy" tinha sido contemplado com recursos para a realização de uma reforma, e mais uma vez a Prefeitura emitiu legislação para autorizar a contratação, com o Governo do Estado de São Paulo, a execução destas obras, permitindo, como anteriormente, a sub-contratação, por valor não superior ao definido no contrato. Isto se deu através da aprovação da Lei nº 139, de 3 de dezembro de 1956. 

Continuando com os esforços para a solução do problema de abastecimento de água em Cordeirópolis, a Prefeitura oficializa, em 14 de dezembro de 1956, a doação de uma área de 23.247,20 m2, pertencente à Fazenda São Francisco, sendo destinada uma parte para ampliação do Cemitério, outra para a abertura da Avenida da Saudade e uma área de 10.000 m2 para construção de reservatório elevado e outras instalações do Serviço de Abastecimento de Água. 

O curioso desta lei é que uma das condições para a doação era a construção, neste local, de "colégio, abrigo ou casa de assistência social de benefício coletivo", sendo proibida a sua alienação. Especificamente, seriam reservadas áreas para acesso ao Poço Artesiano nº 1 então existente e casa de máquinas. Como contrapartida, o doador receberia duas ligações de água. 

Alguns meses depois, a Prefeitura abre crédito para cobrir despesas com a execução do Serviço de Abastecimento de Água de Cordeirópolis, sendo autorizada a compra de uma faixa de terra e autorizando despesas para aquisição de outros terrenos. O objetivo principal da Lei nº 148, de 7 de fevereiro de 1957, era permitir a instalação, funcionamento e assistência ao segundo poço artesiano, que estava em processo de perfuração. 

Um dos últimos atos do primeiro governo do Dr. Cássio de Freitas Levy (1953-1957) foi a autorização para celebração de contrato de locação de prédio comercial com prateleiras, móveis e utensílios, para funcionamento do posto do Serviço de Alimentação da Previdência Social (SAPS), revogando-se a citada Lei nº 114, de 11 de maio de 1955.
 
O segundo governo (1961-1965)

Em 5 de março de 1961 ocorreram as eleições para Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores de Cordeirópolis, que deveriam tomar posse no dia 27 do mesmo mês. Apresentaram-se então como candidatos, segundo matéria do jornal "O Estado de São Paulo", pela coligação composta dos partidos UDN (União Democrática Nacional), PSD (Partido Social Democrático) e PDC (Partido Democrata Cristão) o Dr. Cássio de Freitas Levy, para Prefeito, e o empresário Luiz Beraldo, como Vice-Prefeito. Do outro lado, estava o ex-presidente da Câmara Bento Avelino Lordello, tendo como vice Angelo Betin, que concorreram pelo PTN (Partido Trabalhista Nacional). 
Vitoriosa a chapa liderada pelo Dr. Cássio, começou seu segundo mandato, do qual extraímos informações da legislação municipal do período, relevantes para compreender a situação por que passava o Município de Cordeirópolis. 

No segundo semestre de 1961, foram emitidas leis, de nº 287 e 288, de 12 de julho, que tinham por objetivo alienar ao IPESP (Instituto de Previdência do Estado de São Paulo) áreas de terra para construção de postos de saúde e de puericultura e da Casa da Lavoura. Conforme apontamos em texto publicado na imprensa local, somente a Casa da Agricultura foi concluída e passou a funcionar, no mesmo local onde se encontra até hoje, no ano seguinte. 

Mesmo iniciado em 1957, o loteamento da Prefeitura Municipal, que corresponde hoje à Vila Nova Brasília, teve seu plano de parcelamento modificado neste período através da Lei nº 291, que autorizava a Prefeitura a registrar o novo plano no Posto de Saúde local e no Cartório de Registro de Imóveis de Limeira. 

O Curso Preparatório, que tinha sido criado na primeira administração do Dr. Cássio, teve sua organização alterada pela Lei nº 297, de 17 de novembro de 1961, onde ficou disposto que, a partir daquela data, o curso teria três horas de duração, sendo que os alunos seriam divididos em duas turmas, para cada uma das quais seria dado uma hora e meia de aula, desde que o curso tivesse um mínimo de 30 alunos. Vale lembrar que o Ginásio Estadual de Cordeirópolis, criado no início de 1957, já estava funcionando desde o ano seguinte. 

Com a alteração do loteamento, a Prefeitura ficou autorizada, a partir da Lei nº 301, de 17 de novembro de 1961, a vender as quadras U até Y daquilo que posteriormente se chamou Vila Nova Brasília, à vista ou em 25 parcelas, dando preferência e desconto de 20% aos que construirem "casas próprias" nos terrenos a serem comprados, permitindo que os contratos originais fossem transferidos a terceiros, mediante pagamento de taxa. 

Em 1962, a primeira medida de relevância foi a edição da Lei nº 316, de 3 de fevereiro, que autorizava a desapropriação amigável do imóvel situado à Rua Carlos Gomes, esquina da Rua Saldanha Marinho, antiga sede do S.D.R. Nosso Clube, sendo que o Executivo iria proceder a reforma e acabamento, autorizando o arrendamento ou aluguel do prédio ao Cordeiro Club, a fim de que o mesmo funcione no local. Isto ocorreu durante muitos anos, até o momento em que a prefeitura retomou o prédio, reformando-o e transformando o local no "Salão Social Maria de Lourdes Arrais", há mais de dez anos. 

Em função do crescimento da cidade, com o surgimento da Vila Nova Brasilia e da Vila Santo Antonio, a Prefeitura faz novo empréstimo com a Caixa Econômica do Estado de São Paulo (CEESP) para execução do serviço de abastecimento de água, com prazo para pagamento em quinze anos, com juros e garantia de rendas, através da Lei nº 330, de 3 de julho de 1962.  

Em agosto, a Prefeitura abria crédito especial, pela Lei nº 332, de 3 de agosto,  para construção do Parque Infantil de Cordeirópolis, destinado a despesas de construção do prédio, adaptação do terreno, compra de materiais, inclusive brinquedos. Depois de funcionar por muito tempo na Avenida Presidente Vargas, o local se tornou, com o tempo, uma garagem de veículos da saúde e depois sede da Guarda Municipal.
 
Em setembro, uma ação demonstrando o crescimento da cidade, cuja zona rural diminuía. Pela Lei nº 335, de 6 de setembro, a Prefeitura de Cordeirópolis ficou autorizada a receber, em doação espontânea, de uma área de aproximadamente 40 mil metros quadrados, compreendendo as ruas e praças do loteamento Vila Nossa Senhora Aparecida, de propriedade do Dr. Cássio de Freitas Levy e sua mulher.  

O ano de 1963 começa com duas leis de importância para o período: ambas assinadas em 5 de janeiro; uma autorizava a alienar, a quem convier, mediante doação, terreno situado à Avenida Presidente Vargas, com 6.500 m2, obrigando-se a transmitir a área ao Governo do Estado de São Paulo, no prazo de 120 dias, para o fim expresso de ser nele construido o prédio destinado ao Ginásio Estadual. A expectativa era de que a construção da sede própria do estabelecimento de ensino finalmente sairia do papel.

Em 24 de abril do mesmo ano, o Decreto Estadual nº 41.861 declarava de “utilidade pública, a fim de ser desapropriado pela Fazenda do Estado, por via amigável ou judicial, um terreno com a área de 6.500,00 m². (seis mil e quinhentos metros quadrados), situado no distrito e município de Cordeirópolis, comarca de Limeira, que consta pertencer a José Geraldo Quintal, necessário à construção do Ginásio Estadual de Cordeirópolis,. 

A área media 100,00 ms. de frente para a Av. Presidente Vargas por 65,00 ms. da frente ao fundos; de um lado, confronta com a rua José Bonifácio; de outro lado e nos fundos, confronta com próprio da Municipalidade”, ou seja, era o local a que se referia a lei citada. Por fim, a área teve outra utilização e a construção da sede própria do Ginásio Estadual de Cordeirópolis precisou aguardar mais tempo, conforme abordamos em outro artigo.  

Outra lei, conforme dito pouco acima, concedia isenção de impostos municipais, por 10 anos, a estabelecimento comercial (bar-padaria e confeitaria-restaurante-fábrica de biscoitos e posto de gasolina) a ser instalado na Via Washington Luiz, próximo à bifurcação desta com a Via Anhanguera, de propriedade dos senhores João Alves Rodrigues e Fernando Alves Rodrigues. Pela descrição, parece se referir ao posto que se encontra neste local há mais de 50 anos. 
Em abril, libera-se o parcelamento de outra quadra específica do loteamento da Prefeitura Municipal, através da Lei nº 356, de 4 de abril, que autorizava a Prefeitura a promover loteamento e venda do remanescente da Quadra R do loteamento municipal, que deverão ser vendidos a interessados na instalação de indústrias e oficinas (...)”.
Outro ponto importante desta administração foi a criação do primeiro Código Tributário Municipal, pela Lei nº 366, de 21 de novembro de 1963. Entretanto, sua vigência foi pequena e ele foi substituído por outra legislação. 

No ano de 1964, uma das medidas que se destacam é a da Lei nº 377, de 6 de março, em que se autoriza a “venda a Luiz & Antonio Beraldo” de uma área com 2.253,43 m2, composta de terrenos de 350 m2, pela rua C; de 1.699,43 m2, próximo à rua Nova da Paz e uma parte da rua C, ligando ambas as praças, com 204 m2, para construção e instalação moderna de um Posto de Serviço Shell, anexo Bar e Restaurante, estrutura que ainda se encontra no local após mais de 50 anos.

Em julho, aparece a primeira medida de ordem urbanística, visando a intervenção de profissional especializado para avaliar as construções no Município. Pela Lei nº 393, de 29 de julho, foi definido que “os loteamentos urbanos” deveriam ser submetidos e aprovados pelo engenheiro municipal; que o arruamento seria feito pelo proprietário, as despesas com força e luz seriam totalmente custeadas por ele, fornecendo materiais para que a Prefeitura execute o serviço, de acordo com as especificações e qualidade exigidas.” O embrião da lei municipal de loteamentos. 

Continuava a ação do Poder Público para a venda do loteamento da Prefeitura Municipal, depois conhecido como Vila Nova Brasília. Pela Lei nº 404, de 15 de dezembro, foram estabelecidos “critérios para venda dos lotes remanescentes da quadra R do loteamento municipal, destinados a fins industriais, alterando preços dos lotes e condições de pagamento”.

O ano de 1965 reservaria somente três meses para o término da administração. Mesmo neste curto período de tempo, foram editadas algumas leis de relevância. Em 22 de fevereiro, foi sancionada a Lei nº 411, que autorizava “a pagar abono mensal a todos os servidores da municipalidade, correspondente a meio salário no mês de janeiro e meio salário no mês de fevereiro, não só os diaristas, mensalistas, como também aposentados, viúvas e o empresário da limpeza pública”. Não se sabe se a lei teve vigência por quanto tempo.

No ultimo dia de seu mandato, 26 de março, o prefeito Dr. Cássio de Freitas Levy ainda conseguiu sancionar duas leis: uma foi a de nº 412, que definia “o subsídio mensal do Prefeito em 2 salários mínimos vigentes” e a “verba de representação” de meio salário mínimo, reajustado de acordo com as alterações salariais dos servidores. Em valores de hoje, o subsídio do Chefe do Executivo seria de R$ 2.342,50, bem inferior ao valor vigente, que é pouco menos de R$ 20 mil. 

A última lei de seu período foi a de nº 413, que concedia reajuste de 50% ao pessoal do quadro, diaristas, mensalistas, aposentados, viúvas, empresário da limpeza pública e gratificações fixas mensais, retroativo a 1º de março.

Após o fim do seu mandato, o Dr. Cássio de Freitas Levy assumiu ainda uma cadeira no Legislativo, para os mandatos de 1965 a 1969, 1969 a 1973 e 1973 a 1977. Em 1969, o então vereador era oficializado como membro da Comissão Executiva da ARENA (Aliança Renovadora Nacional) em Cordeirópolis, na qualidade de Procurador, em conjunto com Jamil Abrahão Saad, presidente; Luiz Beraldo, Vice-Presidente, Edevaldo José Della Coletta, Secretário e Osvaldo Spolador, Tesoureiro, de acordo com publicação do Tribunal Regional Eleitoral, no Diário Oficial do Estado de 12 de novembro.
A última referência encontrada nos acervos digitalizados disponíveis na internet é a citação num anúncio, no jornal “O Estado de São Paulo” de 1º de janeiro de 1977, onde as empresas denominadas “Adempar Haigh do Brasil S.A. Indústria e Comércio” e “Adempar Majestic Indústria e Comércio”,

“com suas instalações industriais sediadas em Cordeirópolis, agradecendo ao amplo apoio que vem recebendo das autoridades municipais daquele Município, farão entrega em solenidade na Câmara Municipal, de cartões de prata alusivos no encerramento da atual legislatura, 31 de janeiro próximo, à Suas Excias. o Prefeito e vereadores municipais.

Os agraciados serão: Sr. José Alexandre Celoti, Prefeito Municipal, e os vereadores da atual legislatura: Sr. Bernardino Gumercindo Botechia, Sr. Carlos Tomazella, Sr. Cássio de Freitas Levy, Sr. David Alves de Oliveira, Sr. Elias Abrahão Saad, Sr. Geraldo Bertanha, Sr. José Jorente, Sr. José Luiz Buratti e Sr. Luiz Beraldo”.
 Revivendo História - Portal Cordero Virtual
Revivendo História
Por: Paulo César Tamiazo - Historiador - MTE nº 713/SP
Revivendo a Historia publica artigos periódicos sobre os mais variados temas da História de Cordeirópolis - https://orcid.org/0000-0003-2632-6546
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