Facebook Twitter Instagram

Cordeirópolis-SP, 25 de julho de 2017


 Sem renúncia de Temer, Freire entrega comando do Ministério da Cultura - Portal Cordero Virtual
18/05/2017 18:38:42
Sem renúncia de Temer, Freire entrega comando do Ministério da Cultura
Presidente do PPS foi pessoalmente ao Palácio do Planalto para entregar o cargo; decisão foi motivada por revelação de que Temer teria dado aval para compra de silêncio de Cunha.

Roberto Freire e o presidente Michel Temer (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)
Roberto Freire e o presidente Michel Temer (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)
Roberto Freire e o presidente Michel Temer (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)
Roberto Freire e o presidente Michel Temer (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)
O ministro da Cultura, Roberto Freire, presidente do PPS, entregou pessoalmente nesta quinta-feira (18) ao presidente Michel Temer uma carta de demissão do cargo. Ele deixou o Palácio do Planalto por volta das 18h05.

Freire já havia afirmado, por meio de sua assessoria, que deixaria o governo porque o presidente Michel Temer decidiu não renunciar. O Palácio do Planalto também confirmou que ele entregou o cargo.

Em seu primeiro pronunciamento após a revelação, pelo jornal "O Globo", de que foi gravado pelo dono do frigorífico JBS, Joesley Batista, dando aval para a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o presidente afirmou que não teme delações premiadas e que permanecerá exercendo o mandato.

O PPS ocupava duas cadeiras na Esplanada dos Ministérios. Com o pedido de demissão de Freire, a sigla permanecerá apenas no comando do Ministério da Defesa. Em nota, o ministro Raul Jungmann informou que permanecerá no exercício de suas funções.

Pronunciamento
Temer fez um pronunciamento motivado pela delação premiada dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS. As delações já foram homologadas pelo Supremo Tribunal Federal. Nesta quinta, o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF, autorizou a abertura de inquérito para investigar o presidente.

"No Supremo, mostrarei que não tenho nenhum envolvimento com esses fatos. Não renunciarei. Repito: não renunciarei. Sei o que fiz e sei a correção dos meus atos. Exijo investigação plena e muito rápida para os esclarecimentos ao povo brasileiro. Essa situação de dubiedade e de dúvida não pode persistir por muito tempo", declarou Temer.

Temer, porém, admitiu que conversou com Batista sobre o pagamento feito a Eduardo Cunha.
"Houve, realmente, o relato de um empresário que, por ter relações com um ex-deputado, auxiliava a família do ex-parlamentar. Não solicitei que isso acontecesse. E somente tive conhecimento desse fato nessa conversa pedida pelo empresário", disse.

Ele afirmou que nunca autorizou que se pagasse a alguém para ficar calado. "Em nenhum momento autorizei que pagasse a quem quer que seja para ficar calado. Não comprei o silêncio de ninguém", declarou.
Temer disse que pediu oficialmente ao Supremo acesso ao conteúdo das delações, mas não conseguiu.
Fonte: http://g1.globo.com


VEJA MAIS NOTÍCIAS

2001-2017 - Portal Cordero Virtual
CNPJ: 24.503.804/0001-71