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Cordeirópolis-SP, 25 de julho de 2017


 A crise partidária dos municípios - Portal Cordero Virtual
17/05/2017 10:01:45
A crise partidária dos municípios

Você já viu uma pessoa de um partido defendendo outra, de outro partido, com ideias completamente diferentes do seu? Já viu alguém soltar criticas contra os pensamentos do próprio partido em que é filiado? Normal né!!! Vamos entender um pouco do porquê isso acontece então.

A missão do constituinte de 1.987 era muito clara, redemocratizar o país e romper com a estrutura autoritária que havia se instalado em nossa nação, e esse objetivo foi alcançado, sem o menor temor, hoje em dia, de um retrocesso nesse sentido. Então, Partido Político, no seu sentido axiológico, seria: Uma parte (partido) de pessoas que defendem uma filosofia, uma ideia política de sociedade, com a liberdade de defender essa filosofia. (fora o autoritarismo!)

No entanto, essa abertura sem limites, acabou causando uma perda desse sentido, com o fracionamento absurdo de grupos que buscam, por suas siglas, a mesma coisa. Veja a quantidade de partidos que temos (35 para ser mais exato), alguns cientistas políticos são categóricos em dizer que é impossível existir tantas filosofias partidárias diferentes no país e isso acaba levando a uma ruptura com a função real da existência partidária.

Consequência disso: É mais fácil você ver duas pessoas brigando dentro de um mesmo partido do que duas pessoas de partidos diferentes. E o motivo? Dentro do partido, todos brigam para ser o dono da moeda de troca, simples assim!

O fracionamento dos partidos distanciou seus filiados da filosofia coletiva e os aproximou dos interesses individuais, ninguém que se filia hoje lê o estatuto do partido ou busca suas bases históricas e nem se preocupa com a estrutura social que o partido queria quando foi fundado, tudo virou moeda de troca por apoio de quem está no poder.  Estamos vendo isso claramente na esfera federal.

Quando partimos para a esfera municipal, onde a figura pessoal do candidato se deslocando do partido ao qual ele é filiado, a coisa fica ainda mais nítida e difícil de controlar. Muda-se de partido não por filosofia, mas por apoio, cargos ou interesses pessoais. Nega-se o partido anterior com a mesma naturalidade de quem reza dez ave marias e está perdoado; muda-se de filosofia como quem muda de roupa –  como se isso não estivesse cravado na sua convicção pessoal – e assim, caminham os diretórios municipais, para onde o vento sopra!

Precisamos urgentemente da cláusula de barreira (PEC 240/16), que irá limitar a participação de partidos criados apenas para oferecer apoio, sem qualquer representação.

Precisamos ligar as pessoas aos seus partidos; partido não é trampolim, partido é uma ideologia pois, já faz tempo que saímos de “quem defende o que” e entramos para o “quem oferece e quem ganha o que” – infelizmente!

http://www.tse.jus.br/partidos/partidos-politicos/registrados-no-tse
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Politiconomia
Por: Marcelo L. Braga
Espaço para trazer assuntos da economia e da política, ajudando na formação de opiniões e cidadania.


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